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MODA
Vestido de noiva, um clássico que sobrevive

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MODA
Vestido de noiva, um clássico que sobrevive

Indiferente ao vaivém de modismos, modelos
tradicionais são os mais escolhidos
Fernando Siqueira
Diário OnLine
Tradição: O vestido de noiva não sai de moda
nunca, se atualizando com o passar do tempo
Mesmo depois de decretada a morte de tailleurs e terninhos sem detalhes fashion, o vestido de noiva se mantém como um clássico, indiferente ao vaivém de modismos. A origem do vestido branco, véu e grinalda é controversa. Da mitologia grega à Renascença, as explicações para os detalhes dos rituais remontam a diferentes épocas. A única certeza é de que as noivas ainda preferem casar-se de acordo com a tradição, seja qual for sua origem.
“Mesmo as de tribos mais ‘modernas’ ainda escolhem modelos mais tradicionais. Acredito que o casamento seja uma cerimônia tradicional por si só e querer extrapolar nunca deu muito certo. É preciso jeito, cuidado e sensibilidade”, diz o estilista carioca Carlos Tufvesson.
Em “Cerimonial do Casamento”, a autora Maria de Lourdes Wolff, da Wolff Assessoria e Consultoria em Cerimoniais, relata que o atual vestido de noiva pode ter sua origem na mitologia grega, no mito de Himeneu. O deus do casamento era evocado nas núpcias quando a noiva era conduzida para a casa do marido, vestida de branco e com coroa, comuns em cerimônias religiosas. O rosto era coberto com véu e a jovem carregava uma tocha até o local da cerimônia.
No dicionário, a palavra himeneu significa matrimônio, casamento e festa de núpcias. Já a origem do buquê pode ser francesa - a palavra “bouquet” significa aroma. Na Europa, a noiva seguia para a igreja a pé. Durante o trajeto, recebia flores de seus vizinhos e, ao chegar, tinha em suas mãos um buquê de flores.

Modelos

Clássico ou moderno, é preciso que o modelo de vestido combine com todos os outros acessórios, como buquê, maquiagem, penteado, vestidos das madrinhas, além da decoração e até o tamanho da igreja ou local de cerimônia. Não bastando todos esses “detalhes”, os modelos são diferentes para cada hora do dia em que será realizada a cerimônia. E, claro, estatura, peso, cor da pele e do cabelo também ajudam a definir o modelo ideal, que nem sempre é aquele dos sonhos.
O estilista Tufvesson diz que é muito direto: “Quando uma cliente vem até mim, eu faço o que é melhor para ela e seu biotipo”. Além de levar em conta o tipo físico, outra tarefa nada fácil é adivinhar como estará o tempo no dia D. A estação do ano é o primeiro item para pensar no vestido. “Aliás, isso determina a data para muitas noivas que preferem a primavera e verão”, conta Lucia U’Urso, estilista e consultoria do Salão das Noivas, que está durante o mês de maio no Rio. Consulte a programação no site: www.salaodanoiva.com.br.
No verão, os tecidos requisitados são mais leves, como musselines, rendas e organza de seda. Os modelos podem abusar de alcinhas e o longo pode ser substituído pelos modernos médio ou curto, mas de acordo com o horário da cerimônia. O véu curto acompanha um modelo longo ou curto, mas o véu comprido fica melhor com vestidos longos, com ou sem cauda.
Para o outono e inverno, as preferências e novidades são pelos tecidos são mais pesados, como gorgurão, zibeline de seda pura, shantung de seda e veludo. Os modelos são mais encorpados mas, como os próprios estilistas ressaltam, nosso inverno tropical permite alguns pecadinhos, como um decote moderno ou o clássico tomara-que-caia.

Regionalismos

Lucia conta que as noivas do Brasil são diferentes na hora de escolher o vestido. “As cariocas adoram bordados, os detalhes que dão glamour ao modelo. A noiva de São Paulo pensa muito em tecido, está antenada nas novidades e busca caimento e fluidez no vestido.” As noivas do Sul mesclam moderno e tradicional na hora de escolher um modelo, diz a consultora, além de serem exigentes com todos os detalhes. Em Minas, as noivas querem o vestido mais tradicional, com véu, cauda e sobressaia. Já a noiva do Nordeste é apaixonada pelos arranjos de cabeça.
Vale lembrar que não custa fazer uma reunião com as madrinhas para evitar constrangimento no altar. “Supostamente são amigas mais íntimas que querem participar desse momento. Então, a mãe da noiva escolhe primeiro sua cor, depois a mãe do noivo e, então, as madrinhas escolhem. Assim, elas ficam à vontade para saber, por exemplo, se a noiva libera a cor preta, que há pouco não era admitida para esse ritual e hoje é mais comum”, indica Lucia.

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