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Vida e Saúde
Desenvolvendo a inteligência dos pequenos

Há trinta anos atrás o bebê era considerado um ser praticamente inanimado e, portanto, ninguém se importava em conversar, brincar ou cantar com ele. No entanto, estudos mais recentes mostram a importância de estimular o recém-nascido não só para o amadurecimento de sua inteligência mas também para prevenir retardo de desenvolvimento em prematuros e crianças de baixo peso.
O cérebro de um recém-nascido tem 100 bilhões de neurônios que somam 400 gramas. O cérebro de um adulto possui o mesmo número de células cerebrais, mas elas correspondem a um quilo e meio. A diferença de peso é explicada pelo aumento das conexões entre os neurônios, as sinapses, que se formam ao longo do tempo e estabelecem uma rede de transmissão de informações. Dependem desse sistema a velocidade de raciocínio, a memória, a facilidade de aprender línguas e esportes, de se relacionar com outras pessoas e o equilíbrio emocional que a criança demonstrará no futuro.
As ditas sinapses não surgem do nada. Muitas precisam de fatores externos para se formarem. O bebê precisa de estímulos físicos, sociais e psicológicos para ativar o cérebro e estabelecer as conexões.
Assim a atenção especial dos pais é determinante para a criança explorar o seu potencial de inteligência.
Nos três primeiros meses de vida, o cérebro triplica de tamanho atingindo cerca de 1.200 gramas, é o momento de pico de ativação de circuitos neuronais, que totalizam um trilhão de sinapses. Isso significa que a capacidade de aprendizado neste período é espantosa. É quando se estabelece a base para o desenvolvimento de habilidades ao longo da vida.
Como estimular um bebê com três meses de idade?
Os especialistas explicam que não é nada complicado. O processo é desencadeado naturalmente através do carinho e brincadeiras, das conversas na hora de amamentar e na hora do banho. No entanto, é importante que os pais fiquem atentos às diferentes fases de desenvolvimento da criança.
Os circuitos cerebrais amadurecem em etapas, havendo uma idade certa para que a criança se interesse por assuntos específicos. Portanto, cada estímulo é mais eficiente se for aplicado em momentos determinados.
Os sistemas cerebrais do recém-nascido começam a ser ativados conforme ele é exposto ao ambiente. É o momento de explosão sensorial. O bebê entra em contato com sensações até então desconhecidas, como cheiro, frio, fome, toque.
Para possibilitar o desenvolvimento de seus diversos sentidos é crucial oferecer-lhe estímulos de toda natureza, principalmente auditivos, visuais e táteis.
Não é necessário recorrer a brinquedos sofisticados ou bombardear o pequenino com estímulos incessantes. Conversar com a criança com o rosto perto dela, cantar, fixar móbiles no berço e substitui-los com o tempo, proporcionar-lhe um quarto com imagens de formas variadas e coloridas, pegá-la no colo já são suficientes.
Tudo isso deve ser feito de maneira equilibrada porque o bebê tem que sentir-se acolhido, amado. É preciso ter cuidado para não estressar a criança. Distúrbios de sono, irritabilidade, choro, cólica e problemas gastro-intestinais podem ser sinal de hiperestimulação. Nos casos mais graves, a criança pode desenvolver sintomas físicos de fundo psicológico, tais como taquicardia, sudorese, dores de cabeça e perda de apetite.

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