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CONTRIBUIÇÃO SINDICAL
Sindicalistas aprovam proposta do governo

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CONTRIBUIÇÃO SINDICAL
Sindicalistas aprovam proposta do governo

Com a reforma sindical, trabalhadores passariam
a contribuir anualmente com 12% de seus salários mensais

Paulo Dimas
Diário OnLine
Perrut: "Nova contribuição aumentaria em 70%
a receita atual do sindicato"

Volta Redonda

A proposta apresentada nesta semana pelo governo federal de que os trabalhadores passem a fazer uma contribuição anual aos sindicatos de 12% de seus salários mensais foi aprovada pelos sindicalistas da região. A proposta do governo é que essa contribuição substitua a contribuição anual obrigatória de 3,3% do salário mensal, e também outras taxas cobradas pelos sindicatos como a contribuição confederativa a assistencial. Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Volta Redonda e região, Carlos Perrut, a nova contribuição será melhor para o sindicato.
- Para o nosso sindicato, essa nova contribuição vai ser espetacular porque vamos cobrar de todo mundo, tanto dos sócios quanto dos não sócios - disse Perrut.
De acordo com ele, a nova contribuição aumentaria em 70% a receita atual do sindicato, que possui dez mil associados e trabalha em uma base de cerca de 20 mil metalúrgicos. Perrut explica que do total arrecadado com a contribuição anual, 30% será destinado para a Central Sindical, a Federação dos Metalúrgicos e a Confederação dos Metalúrgicos da Força Sindical. Os 70% restantes ficarão para o sindicato.
Pela proposta do governo, além da contribuição anual de 12%, os trabalhadores continuariam pagando apenas a contribuição associativa, que é mensal e é cobrada apenas dos trabalhadores filiados aos sindicato. A proposta do governo prevê ainda que a taxa de 12% seja variável entre um piso de zero e um teto de 12% e decidida em assembléia por trabalhadores e sindicalistas.
- Nós podemos até estudar uma maneira de não cobrar os 12% dos trabalhadores associados, que já pagam a associativa - disse Perrut.
Segundo Perrut, o sindicato dos metalúrgicos cobra apenas a taxa associativa, que é mensal, e corresponde a 1% do salário mensal de cada trabalhador.
- A maioria dos sindicatos, além da associativa cobra também a confederativa, que chega até a 5% ao mês. Nós estamos tentando instituir a confederativa, mas as empresas dizem que só podem cobrar de quem é sócio, por isso nós ainda estamos discutindo isso - disse o sindicalista.

CUT - O presidente da Federação dos Metalúrgicos da CUT do Rio de Janeiro e Espírito Santo, Jadir Batista, disse ontem que a CUT é contra a contribuição confederativa, o também chamado imposto sindical. Para ele, se for criada apenas uma taxa anual e mantida a contribuição associativa, será melhor para os trabalhadores.
- Só com a associativa, vai obrigar os sindicalistas a trabalharem mais e mostrarem serviço para atrair os trabalhadores para o sindicato. A CUT é contra a estrutura sindical atual que não é democrática e não abre espaço para o trabalhador optar - disse Batista.

REFORMA - A mudança na contribuição dos trabalhadores aos sindicatos é um dos pontos em discussão na reforma sindical que deve ser apresentada pelo governo ao Congresso até o fim de fevereiro deste ano. Desde julho do ano passado, a Câmara de Sistematização do Fórum Nacional do Trabalho está discutindo as propostas apresentadas pelo governo, sindicatos e empresários para a reforma sindical.

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