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OMC espera conclusão da rodada de Doha

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OMC espera conclusão da rodada de Doha

No entanto, expectativa de concluir as negociações
até o final do ano não é unânime entre participantes

Davos

A conclusão da Agenda Doha de Desenvolvimento - rodada de negociações comerciais que visam a liberação do comércio, lançada em 2001 - até 2005 ainda é possível. Essa é a avaliação da OMC (Organização Mundial do Comércio), segundo seu diretor-geral, Supachai Panitchpakdi, que participa do Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos (Suíça). Para ele, ainda há tempo de concluir as negociações antes da data-limite.
O governo suíço tomou a iniciativa de organizar uma cúpula para tratar da reativação das negociações comerciais lançadas em Doha, mas interrompidas em setembro último com o fracasso da Cúpula de Cancún (México). As negociações emperraram, principalmente, no que se refere à agricultura. Os países em desenvolvimento exigem que os países ricos se comprometam a fixar uma data para a eliminação de seus subsídios às exportações agrícolas.
A opinião de que ainda há tempo para se chegar a um acordo é compartilhada pelo secretário de Comércio dos EUA, Donald Evan. Ontem, ele estimulou seus colegas a cumprir os principais objetivos da rodada de Doha, apesar de admitir que será difícil aumentar o ritmo das negociações. A expectativa de concluir as negociações até o final do ano não é unânime. O presidente da Confederação Suíça, Joseph Deiss, avalia que "é simplesmente impossível. Não é para mostrar-se negativo, e sim ser realista".
TERROR - Em Davos, como era de se esperar, o assunto terrorismo ganhou espaço. O tema do encontro neste ano, "Segurança e Prosperidade", na verdade, abriu oportunidade para que a discussão acontecesse com mais profundidade. O Instituto Estocolmo de Pesquisa da Paz lançou um alerta: grupos radicais, principalmente do Oriente Médio, estão tendo acesso a armas produzidas no próprio ocidente.
O organismo não-governamental critica as nações ocidentais e até mesmo os integrantes da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) por não elaborarem uma política eficiente de controle desses equipamentos.

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