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Presidente tenta na Índia ampliar comérico bilateral
Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia uma viagem de quatro dias para a Índia com o objetivo de ampliar o comércio bilateral entre os dois países. Essa será a segunda viagem internacional do presidente em 2004 e a 20ª desde que tomou posse, em janeiro do ano passado.
A comitiva de Lula, além dos ministros das Relações Exteriores, Educação, Desenvolvimento, Planejamento, Turismo e Combate à Fome, será composta por um grupo de 80 empresários. Eles terão programação à parte em busca de novos negócios - e não terão despesas custeadas pelo governo. Na sua chegada à Índia, Lula também poderá participar da assinatura de um novo acordo do país com os integrantes do Mercosul. O acordo será firmado pelo ex-presidente da Argentina Eduardo Duhalde, hoje presidente do Mercosul, bloco composto por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.
Com a segunda maior população do mundo _1,1 bilhão de habitantes_ e uma classe média consumidora estimada em 300 milhões de pessoas, a Índia é mais um alvo das exportações brasileiras neste e nos próximos anos. Em 2000, o comércio bilateral entre os dois países somava menos de US$ 500 milhões. Em 2003, o intercâmbio se aproximou de US$ 1,3 bilhão, com superávit para o Brasil.
Entre 1993 e 2003, o PIB (Produto Interno Bruto) indiano cresceu, em média, 6,1% ao ano. As estimativas são de que chegue a 7% em 2004. Nesse mesmo período, a indústria teve expansão média de 6,6% ao ano; o setor de serviços, de 7,7%; e a agricultura, de 3%.
CONVERSA - Além do comércio bilateral, Lula quer fortalecer o chamado G3, formado por Brasil, Índia e África do Sul, com a intenção de aumentar sua força nas negociações internacionais e obter um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas. A inflação anual da Índia é de 6%, o déficit fiscal nominal de 10% do PIB e déficit primário de 3% do PIB. A dívida pública total representa, hoje, 77% do PIB dos Estados são responsáveis por mais de um terço desse total_, e os juros consomem 6,4% do PIB a cada ano.
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