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Guia de Leitura O pesadelo americano em livro
‘Ecologia do Medo’, de Mike Davis, analisa o espectro das catástrofes que rondam a capital do cinema e do surfe Divulgação
 Catástrofe: A destruição de Los Angeles, encenada no filme ‘O Dia Depois de Amanhã’ Jorge Luiz Calife
Nem todos os brasileiros que sonham com o “paraíso norte-americano” vão parar em Los Angeles, mas a capital do cinema é um símbolo do sonho americano tanto quanto Nova York. A Cidade dos Anjos é a terra ensolarada do surfe, praticado nas praias de Malibu (que virou até tema de seriado de televisão), das mansões dos astros de cinema empilhadas sobre as colinas de Beverly Hills e na beira dos penhascos, em Pacific Palisades, e, é claro, dos grandes estúdios no bairro de Hollywood. Para o americano Mike Davis, professor de teoria urbana na Universidade do Sul da Califórnia, Los Angeles é “uma causa perdida”. Em seu livro “Ecologia do Medo” (editora Record, 472 páginas, R$ 64,00) ele mostra como as ameaças que pairam sobre Los Angeles são um resultado da especulação imobiliária desenfreada que leva a construção em áreas perigosas como Pacific Palisades, da injustiça social e da ignorância.
Mas, apesar de ser um símbolo do sucesso e da riqueza L.A. (“Elei” como dizem seus moradores), convive há décadas com a sombra da catástrofe. A metrópole situa-se perigosamente perto da falha de San Andréas e aguarda o apocalipse geológico na forma do “Big one”, o grande terremoto que vai partir a Califórnia ao meio.
A cidade seria um sonho americano prestes a virar pesadelo e seus problemas só tendem a se agravar. Ao contrário de Nova York, que cresceu verticalmente, Los Angeles é uma cidade horizontal. O perigo dos terremotos sempre desencorajou as construções de muitos andares e a área metropolitana se espalhou por centenas de quilômetros quadrados.
PROBLEMA - Mais do que qualquer outra metrópole do mundo, Los Angeles nasceu da civilização do automóvel com seus bairros separados por distâncias enormes ligadas pelas vias expressas, as “freeways” com suas múltiplas pistas de alta velocidade. Ninguém consegue viver em Los Angeles sem um carro, mesmo que seja um carro usado de segunda mão. Não dá para andar a pé por lá, o que só agravou os problemas da poluição atmosférica, do smog fotoquímico que paira sobre a cidade como uma névoa suja.
Mais do que qualquer outra cidade americana, Los Angeles é cenário favorito dos filmes catástrofe e já foi destruída por terremotos, erupções vulcânicas, tornados, maremotos, ataques alienígenas e armas biológicas em várias obras de ficção. Embora use uma cidade americana como exemplo, o livro de Mike Davis é leitura importante para todos os que se interessam pelos problemas do desenvolvimento descontrolado.
Os dez mais vendidos
• 1 - O Código Da Vinci. De Dan Brown. Editora Sextante.
• 2 - João Paulo II. De Bernard Lecomte. Editora Record.
• 3 - O Zahir. De Paulo Coelho. Editora Rocco.
• 4 - O Enigma do Quatro. De Ian Caldwell. Editora Planeta.
• 5 - Fortaleza Digital. De Dan Brown. Editora Sextante.
• 6 - Almanaque dos Anos 80. De Luiz André Alzer. Editora Ediouro.
• 7 - Anjos e Demônios. De Dan Brown. Editora Sextante.
• 8 - O Último Vôo do Flamingo. De Mia Couto. Editora Companhia das Letras.
• 9 - O Aviador. De Charles Higham. Editora Record.
• 10 - Volta Redonda na Era Vargas. De Waldyr Bedê. Editora Nova Gráfica.
••• Fonte: Livraria Veredas |
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