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Personagem da Semana Fase espalhafatosa
Débora Bloch conta como dá vazão à sua face “perua”com sua personagem Madô
Jorge Rodrigues Jorge/CZN

Débora Bloch se sente realizada quando veste o figurino de Madô, sua personagem em “A Lua Me Disse”. A atriz, que se julga discreta ao extremo, dá vazão à sua faceta “perua” ao se “montar” para as gravações. Cores fortes, brilho e peças exuberantes compõem o estilo da personagem. “O visual da Madô é bárbaro. Ela é aquela pessoa que quer aparecer, ser vista. Estou adorando, porque não compro nada que seja chamativo. Sou bem discreta”, define-se a atriz, de 42 anos.
Mas não é só o visual da personagem o que faz Débora apostar na originalidade da trama de Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa. A atriz acredita que “A Lua Me Disse” é uma novela capaz de levantar questões mais sérias através do humor, característica marcante da dupla de autores. “A novela tem alguma coisa de interessante, que a gente não vê há algum tempo. Minha personagem, por exemplo, tem um olhar forte de humor, mas sempre com verdade”, opina.
A parceria de Débora Bloch com Miguel Falabella também já é de longa data. Foi no meio do ano passado, durante as gravações do comercial do Unibanco, onde os dois viviam um casal engraçado, que o autor a convidou para fazer a Madô. Antes disso, a atriz já tinha interpretado um personagem de Miguel, a hilária vilã Teodora de “Salsa e Merengue”. “Considero a Madô e a Teodora primas. A Madô é do bem, mas um pouco equivocada e até mal-educada. Já a Teodora... Aquela sim era uma megera”, diz, aos risos.
P - Como você define a Madô?
R - Eu conheço várias “Madôs” por aí. Madô uma mulher muito rica, que não trabalha e só se ocupa de si, porque não tem filhos. Além de ser perua, vaidosa, consumista e mimada. E tem um ciúme incontrolável de todos, principalmente do marido. Ela liga o tempo todo, controla cada passo dele. O mais interessante é que ela vai travar uma luta de classes divertida. Ela vai ter algumas cenas hilárias com as empregadas, o que é uma história muito boa. É uma situação que vários brasileiros vivem, uma coisa típica da nossa cultura. Na novela, vamos falar da nossa realidade com o olhar do humor, que eu considero um canal maravilhoso para a reflexão. Então, esta situação se torna engraçada na novela, mas na vida real não tem nada de engraçada.
P - Como foram as gravações na Áustria?
R - Nossa, foi muito frio! Chegamos a pegar temperaturas de 25 graus negativos. Mas é ótimo porque você já fica numa atmosfera diferente, concentrado no hotel, passa o texto junto, toma café-da-manhã junto, almoça junto, enfim, cria mais intimidade com o seu núcleo. Isso me ajudou a criar uma dupla ótima com a Aracy Balabanian, que interpreta a minha mãe, Leontina. A Madô é muito mimada por ela, que, ao mesmo tempo, controla a filha até hoje. É engraçado porque elas estão sempre juntas. A filha cresce, mas continua fazendo o gênero “filhinha da mamãe”.
P - Você estava afastada das novelas desde “Andando nas Nuvens”, há cinco anos. Como é voltar interpretando um texto do Miguel Falabella? E ser dirigida pelo Roberto Talma?
R - Eu adoro o texto do Miguel, me divirto muito fazendo. Fico louca para gravar quando leio. Estou adorando voltar fazendo um bom personagem com o Talma me dirigindo. Foi ele quem me botou na tevê. Se hoje eu estou na televisão, é graças a ele, que foi a primeira pessoa a me convidar para fazer um papel, em “Jogo da Vida”, do Silvio de Abreu, há 24 anos. E olha só que loucura: depois disso, a gente nunca mais trabalhou junto! Ele é meu padrinho, então me sinto em casa. Além de toda a equipe e do elenco, que são sensacionais. Estamos batendo uma bola muito boa.
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