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A atriz Carolina Macieira fala sobre seu estilo
‘básico’ na hora de escolher suas roupas
Jorge Rodrigues Jorge/CZN
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Quando está em cena na novela “América”, Carolina Macieira se mostra bastante à vontade no estilo country. Na pele da jovem Penha, uma das afilhadas de Neuta, interpretada por Eliane Giardini, Carolina aparece geralmente com as pernas de fora, em shorts e vestidos floridos. No dia-a-dia, porém, a atriz faz o estilo básico. Mesmo morando no Rio de Janeiro, Carolina não esconde a preferência por calças compridas. “Sempre achei minhas pernas muito finas”, justifica.
Somente agora, a atriz de 15 anos começa a mudar de idéia. Em função do figurino da personagem, Carolina atualmente se permite usar vestidos. Segundo ela, um grande avanço para quem raramente era vista de pernas de fora. “Não gosto de me sentir desconfortável. Depois que passei a usar vestidos descobri que pode ser uma composição charmosa e confortável”, analisa. Definitivamente, a timidez de Carolina também reflete no gosto pelas roupas. “Adoro roupas largas e batas. É praticamente o meu uniforme”, diz, para em seguida emendar. “Mas usar uma roupa social e um salto alto pode ser bem legal”, acredita.
É da grife Someday, do Rio de Janeiro, que a atriz compõe as peças de seu guarda-roupa. “É uma moda jovem e confortável. O caimento da roupa é fundamental para a gente se sentir bem”, analisa. Entre as peças-coringas, a blusa meia-manga preta transpassada é uma das favoritas. “É uma blusa chave, que serve tanto para sair à noite, quanto para uma ocasião mais social. Basta colocar um salto alto”, ensina. Ainda assim, Carolina garante que não é uma seguidora assídua da moda. “Uso o que me faz sentir bem. Não costumo seguir tendências”, conclui.
A influência do figurino de “América”, porém, se limita ao uso de vestidos floridos, tipo camponesa. Até porque short curto e blusas colantes passam longe do armário da atriz. “Estilo popozuda não é comigo. Essa moda country até pode pegar, mas tenho algumas restrições. Não usaria aqueles shorts tão curtos”, garante. Em compensação, Carolina aprecia os acessórios como brincos e cordões. “Adoro, por exemplo, um brinco em forma de ferraduras que a Penha usa”, lembra. Bem diferente das roupas usadas por Sumaya, a jovem muçulmana que Carolina interpretava em “O Clone”. “Usava um véu que cobria os cabelos e roupas de mangas compridas. Ficava praticamente irreconhecível”, lembra. Os trabalhos anteriores foram participações em tramas de época. A estréia na tevê aconteceu em “Terra Nostra”, de 99, e, no ano seguinte, Carolina atuou como Zezé em “Aquarela do Brasil”. “O visual é bastante diferente. O legal de fazer trabalho de época é usar roupas que a gente jamais imaginaria vestir”, compara.
Mas, agora, como uma autêntica maria-breteira, como são chamadas as jovens que assediam os peões de rodeios, a personagam de Carolina na trama de Glória Perez aos poucos deixa a timidez de lado e também vai ao ataque na companhia das amigas inseparáveis Detinha, Ellis e Bebela, respectivamente Samara Felippo, Silvia Buarque e Christiana Kalache. “Algumas pessoas acham que a Penha é a santinha da turma. Não é nada disso. Ela é na verdade é bem sonsa, e no fundo louca para agarrar um peão”, entrega.
Ao tentar entender melhor o que se passa na cabeça dessas jovens, consideradas uma versão country das famosas marias-chuteiras, Carolina se surpreendeu com o fogo das meninas. “Elas são taradas pelos peões. Melhor ainda aqueles com cheiro de boi”, conta admirada. Segundo a atriz, o deslumbramento das meninas é tanto que fisgar um campeão de rodeios, por exemplo, pode ser a verdadeira glória. “Algumas acreditam que o status é maior quando conseguem ´laçar` um peão do que ficar com um ator de novelas”, compara.

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