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O ator Dudu Azevedo fala sobre sua alegria em viver
Querubim, seu personagem em “Como Uma Onda”
Pedro Paulo Figueiredo/CZN
Diário OnLine
Quando soube, através de um telefonema do diretor Dennis Carvalho, que estava escalado para “Como Uma Onda”, Dudu Azevedo não se conteve. Apesar de estar num lava-jato, a notícia fez com que o ator, de 26 anos, gritasse meia dúzia de palavrões. Ao conhecer um pouco mais sobre seu personagem, o Querubim, a euforia foi ainda maior. “Quando ele me convidou, fui ao clímax. Voltei para casa soltando fogos de tanta alegria”, exagera.
Depois de viver o “bad boy” Bidu em “Celebridade” e o baterista Guto no filme “Cazuza - O Tempo Não Pára”, Dudu tem a chance de viver um personagem politicamente correto. “Considero este exercício de criação muito importante para a profissão”, diz. E esta diferença é claramente sentida pelo ator, principalmente através da reação do público. “O sentimento das pessoas é muito inocente. Elas associam a sua imagem ao que vêem na tevê. Uma vez tive de pedir desculpas a uma senhora no banco, que me condenava por causa das atitudes do Bidu. Agora, com o Querubim, só recebo simpatia”, compara.
Apesar de ser reconhecido por seu trabalho há pouco tempo - Dudu estreou no teatro há 11 anos, na peça “Confissões de Adolescente” -, o ator também já percebe o tratamento diferenciado que recebe socialmente. “É perceptível a diferença que você tem quando chega nos lugares quando é famoso, de quando é anônimo. Claro que gosto de ser bem-tratado, mas as pessoas deveriam ser mais valorizadas pelo que são essencialmente e não pelo que têm a mostrar”, filosofa.

Nome - Carlos Eduardo Cardoso de Azevedo.
Nascimento - 7 de novembro de 1978, no Rio de Janeiro.
Na tevê - “Gosto de documentários e musicais”.
Ao que não assiste na tevê - “Programas sensacionalistas, que explorem os problemas alheios”.
Nas horas livres - “Música, música e música. Gosto de tocar violão, ver DVDs de música e passear com meus cachorros”.
No cinema - “21 gramas”, de Alejandro Amenábar.
Música - “Ultimamente tenho ouvido coisas leves, de pouca informação, como ‘beach music’”.
Livro - “Feliz Ano Velho”, de Marcelo Rubens Paiva.
Prato predileto - “O cozido da minha mãe”.
O melhor do guarda-roupa - “Calça jeans”.
Perfume - “Nenhum favorito”.
O pior presente - “Um pau-de-chuva, um instrumento que faz o som de uma cachoeira. Só que ele estava infestado de cupins e contaminou os móveis do meu quarto”.
Mulher bonita - Letícia Sabatella.
Homem bonito - “Meu irmão, Murilo”.
Cantor - Gilberto Gil.
Cantora - Diana Crow.
Ator - Tony Ramos.
Atriz - Marília Pêra.
Escritor - “Nenhum preferido”.
Animal de estimação - “Tenho três cachorros: um casal de labradores e um basset”.
Arma de sedução - “Ser fiel aos meus instintos”.
Programa de índio - “Qualquer evento que tenha tumulto, como micaretas e trios elétricos, por exemplo”.
Melhor viagem - “Há quatro anos fiz uma viagem pelo litoral de Santa Catarina”.
Sinônimo de elegância - “Ser oportuno”.
Melhor notícia - “Sempre que tenho uma resposta positiva em relação a um trabalho. Saber da novela, por exemplo, foi ótimo”.
Inveja - “O sucesso dos outros só me felicita. Mas sinto uma pontinha quando alguém vai descansar e eu, depois de um dia cheio de trabalho, ainda tenho o que fazer”.
Ira - “Injustiça”.
Luxúria - “Nenhum fato me remete a ela”.
Gula - “Como muito. Quando vou a uma churrascaria, detono”.
Cobiça - “Não cobiço nada de ninguém”.
Preguiça - “Sempre. É muito difícil acordar cedo. Se estiver chovendo, então...”
Vaidade - “Tenho um pouco, mas sem exagero. O importante é me sentir bem”.
Mania - “De batucar”.
Filosofia de vida - “O domínio da minha situação está nas minhas mãos. Se eu souber conduzir a minha vida, nada me abala”.

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