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Professor de dança de salão ensina um pouco de sua arte
no Clube Fotofilatélico e Numismático de V.Redonda
Divulgação
Diário OnLine
Ciro Reis e Liliam Serrão: Professor também
mostra os passos certos em aulas em Barra do Piraí
Cláudio Alcântara

O professor Ciro Reis cita a mestra Isadora Duncan ao falar de sua paixão pela arte: “Se a dança não vier de uma emoção interior e não exprimir uma idéia, não terá sentido. A linguagem da dança é um pensamento em termos de movimento que se executa como emoção física, impulsionado pelas sensações musculares e articulações do corpo”. Ele completa: “É você envolvido no amor por inteiro quando dança”. Em Volta Redonda, o profissional ensina um pouco do seu saber no Clube Fotofilatélico e Numismático. O mesmo curso de dança de salão ele ministra em Barra do Piraí.
Os resultados são surpreendentes. Regina Esteves, por exemplo, uma de suas alunas, é puro entusiasmo ao falar do trabalho do professor. “Ciro é um terapeuta da alma, eu viajo há dois anos de Teresópolis a Volta Redonda para ter aulas de dança com ele. Graças ao Ciro a minha vida mudou. Falo com muita emoção sobre a cura que foi aprender dançar corretamente com essa pessoa tão especial”, diz. A diretora teatral Marisa de Paula concorda:
- Ciro não é apenas mais um dançarino da noite, é um profissional, um pesquisador da linguagem da dança. Quando conheci o Ciro, não sabia que gordinhas podiam dançar, hoje danço e sou mais feliz. A leveza da dança me transformou e até emagreci.
O professor faz jus à sua fama. Segundo ele, existe em Volta Redonda um número muito grande de pessoas querendo expressar o que de fato elas sentem. E a dança pode auxiliar nesse processo: “A dança transforma o tímido bailarino, que se transforma num ser humano mais sensível e sensual”. Ciro lembra que tudo feito com dedicação tem um resultado surpreendente:
- Não existe professor melhor que o aluno, é um aprendizado constante. O respeito, a disciplina e a dedicação devem estar sempre conciliados com a paixão por aquilo que se faz. Por esses motivos cresce a cada dia a vontade de fazer todo mundo dançar de forma correta. Com certeza serão mais felizes.
TRAJETÓRIA - As noites dos bailes em Volta Redonda conhecem bem a presença carismática do bailarino profissional, que desde os 18 anos de idade acompanhava os ensaios das escolas de samba do Rio de Janeiro. Foi assistindo, por acaso, a uma apresentação na praia de Ipanema (um projeto de dança da Prefeitura do Rio) que ele se apaixonou. O Centro de Dança Jaime Arôxa fez a abertura e, naquele momento, Ciro se transformou num pesquisador dos tipos de danças brasileiras.
Ao contrário da sua formação profissional, qualificado como técnico em eletrônica, eletricista predial e residencial e de manutenção, hoje vive de (e para a) sua paixão. Reis chegou a fazer estágio na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), morando com a avó Cícera, na Urca, já tendo passado com a família por Oswaldo Cruz e Niterói. Conciliou a profissão com aulas de aeróbica e nos fins de semana passou a assistir com freqüência às apresentações de dança na praia.
Sua timidez o levou a procurar um curso de teatro na Pacheco Leão, no Rio, onde decidiu não só pesquisar a dança mas ser um profissional. Ele conta que muitos amigos o incentivaram, e que começou a freqüentar as aulas de dança de salão de Jaime Arôxa. Após seis meses de curso foi convidado para fazer abertura em bailes do Centro de Dança. Pode, então, pela primeira vez ser protagonista para um público que entendia de dança.
A convite da professora de dança de salão Marinalva Soares, passou uns dias em Volta Redonda. Isso há sete anos. Decidiu estudar balé clássico com a professora Isabel Santos Leal, tendo o desafio de conciliar dança, teatro e balé de repertório. A apresentação que marcou a sua vida foi a peça “La Fille Ma Garde”, de Frederick Astor, no festival de novos coreógrafos do Gacemss (Grêmio Artístico e Cultural Edmundo de Macedo Soares e Silva).

Aprendendo com grandes mestres

Até chegar ao profissional que é hoje, Ciro Reis estudou sapateado americano, balé e jazz com o professor David Vilner, que trouxe a experiência vivida do Jofrey Ballet, da Brodway. Foram dois anos de curso. Fez dança Flamenga com a professora Marina Roland, que estudou na Espanha e ministrava aulas no Rio. Ao mesmo tempo, estudava no Centro de Dança Jaime Arôxa as modalidades soltinho, lambada, salsa, samba, bolero, tango e forró.
Já formado, faz curso de reciclagem para professores de dois em dois anos, tanto no Centro de Dança Jaime Arôxa, como em locais diferenciados. Em Volta Redonda tem ensinado as técnicas de dança, transformando vidas de muitos que afirmam nunca ter imaginado que poderiam aprender a dançar. “O que mais me incentiva no meu trabalho é a forma como as pessoas se desenvolvem e descobrem que são capazes. E com isso aguça a curiosidade de se expressar através da dança”, diz.
Bonito isso!

Serviço

Dança de Salão - Com Ciro Reis. No Clube Fotofilatélico e Numismático de Volta Redonda, Rua 19, nº 21, na Vila Santa Cecília, em Volta Redonda. Telefones: (24) 3342-6450 e (24) 9215-3742. Academia Big Gang, na Califórnia, em Barra do Piraí. Telefone: (24) 3338-9742.

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