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Metalsul apresenta nova proposta

Metalúrgicos que prestam serviço à CSN votam
hoje piso de R$ 530,00; Metalsul pede dissídio coletivo

Volta Redonda

O Sindicato dos Metalúrgicos voltou a se reunir ontem à tarde com o Metalsul (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas do Sul Fluminense). A nova proposta apresentada, de piso para profissional de R$ 530, será votada hoje, às 8h30min, em assembléia, na Praça Juarez Antunes. Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Petrônio Chiareli, a proposta não foi aceita e nem recusada na mesa pela comissão de negociação.
Ele explicou que serão os trabalhadores que decidirão se aceitam ou não o piso de R$ 530,00 para profissionais e os 10% de reajuste salarial. “Caso os trabalhadores rejeitem a proposta, será colocada imediatamente em votação a continuidade ou não da greve”, disse Petrônio, ressaltando que o sindicato defende o piso salarial de R$ 700,00.
Paralelamente às negociações, o Metalsul entrou na Justiça - representando as empresas - com pedido de julgamento de dissídio coletivo. Antes do julgamento, haverá uma reunião conciliatória com os sindicatos no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), no Rio, na segunda-feira, às 9 horas.
Petrônio informou que o sindicato também ingressou com um processo judicial contra a Comau do Brasil por crime de assédio moral. Segundo o vice-presidente, os trabalhadores estão recebendo telegramas para voltar ao trabalho e não participarem do movimento. “A greve é um direito constitucional, todos terão os seus direitos garantidos”, afirmou.
Somente cerca de 9% das pessoas que trabalham em serviços essenciais da CSN, entre eles alto-forno, CTE (Central Termelétrica), Coqueria, funcionários responsáveis pelo fechamento das folhas de pagamento, segurança e médicos foram liberados da participação da greve e estão trabalhando. “É uma greve com responsabilidade”, disse Petrônio.
Estão parados trabalhadores das empresas Ormec, Magnesita, K&K, Lauer, Comau do Brasil, Sankyu, M&P Trafos, Emac, Tacnosulfur e AATT.


Trabalhadores saem em passeata na Vila

Felipe de Souza
Diário OnLine
Passeata: Sindicalistas e grevistas percorreram
as ruas da cidade em protesto


Ao som de músicas de Geraldo Vandré e Milton Nascimento, cerca de 1,5 mil metalúrgicos que trabalham nas empresas que prestam serviço à CSN saíram em passeata ontem, pela manhã, para protestar contra os baixos salários. O movimento teve concentração na Praça Juarez Antunes e seguiu escoltado pela Guarda Municipal e Polícia Militar até a Praça Brasil, onde foi realizada uma nova assembléia para que os trabalhadores votassem sobre a continuidade da greve e também a nova contraproposta do Metalsul, que ofereceu um piso de R$ 500,00. Os trabalhadores recusaram a contraproposta.
De cima do carro de som do Sindicato dos Metalúrgicos, o presidente da entidade, Carlos Henrique Perrut, o vice-presidente do sindicato Petrônio Chiareli e o presidente da CUT Interestadual, Jadir Batista, chamavam a atenção das pessoas por onde passavam. “Estamos mostrando que o trabalhador tem a sua força. Vamos todos ficar juntos, assim como os grãos de milho ficam na espiga”, dizia Petrônio.

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