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Olho Vivo A ‘Força’ anda fraca em VR
‘A Vingança dos Sith’ não inova, mesmo assim faz barulho pelo mundo; em Volta Redonda, filme não empolga muito Divulgação

Fato curioso. “Star Wars: Episódio 3 - A Vingança dos Sith” anda fazendo barulho no mundo todo. Custou US$ 115 milhões mas já faturou tanto por aí que George Lucas anda gargalhando à vera. Em Volta Redonda, pelo menos no dia em que fui ao cinema, a sala não estava lotada, e nem havia filas para compra de ingressos. Parece que a “Força” anda fraca na Cidade do Aço, e a explicação é simples. A cinessérie sempre teve uma legião de fãs pelo Planeta, gente fissurada nos Jedi e companhia. Por isso mesmo, Lucas (que de bobo não tem nada), depois de encerrar a trilogia, percebeu que poderia faturar muito mais ainda com a franquia. Como sempre acontece em casos assim, lançou mão do que os americanos chamam de prequel. Traduzindo: fazem filmes explicando o que aconteceu antes do início de tudo. Mas aí tudo perde a graça.
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“Star Wars: Episódio 3 - A Vingança dos Sith” é o terceiro filme da nova trilogia baseada na saga “Star Wars”. Antes dele, tivemos “Star Wars: Episódio 1 - A Ameaça-Fantasma” (1999) e “Star Wars: Episódio 2 - Ataque dos Clones” (2002). Os dois muito fraquinhos. Já os filmes da primeira trilogia são “Guerra nas Estrelas” (1977), “O Império Contra-Ataca” (1980) e “O Retorno de Jedi” (1983), cujos acontecimentos são cronologicamente posteriores aos mostrados na nova trilogia. Há de se reconhecer os méritos do roteiro da última (?) aventura de Lucas, já que tudo se encaixa no final. Mas precisava fazer um filme para mostrar isso? Não, não precisava. Falta emoção em “Star Wars: Episódio 3 - A Vingança dos Sith”.
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OK, nunca gostei de “Star Wars”. Acho todos os filmes muito bobinhos, mas isso não tira o mérito tecnológico da obra. O primeiro revolucionou a estética cinematográfica, assim como “Matrix” fez recentemente. Lançou Harrison Ford para o estrelato. Tinha uma mocinha feia, gorda e chata. Uns alienígenas carismáticos e robozinhos encantadores. Foi um sucesso. Vieram os outros dois, e alguns críticos tentaram enxergar neles coisas profundas e filosóficas que nunca existiram. “Star Wars” é um videogame esticado até dizer chega, uma brincadeira visual, muito bem feita. Não há elementos novos que possam ser colocados em discussão, é o tipo do filme feito para entreter. Então, está aí o maior problema de “A Vingança dos Sith”. O tempo passa e você não se diverte diante da tela. É tudo a mesma coisa, tudo o que você já viu antes, sem novidades.
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As guerras clônicas estão no pau. As diferenças entre o Conselho Jedi e o Chanceler Palpatine aumentam. Anakin Skywalker (Hayden Christensen, tão expressivo quanto um sabre de luz) mantém um elo de lealdade com Palpatine, ao mesmo tempo em que luta para que seu casamento com Padmé Amidala (Natalie Portman, a única coisa boa do filme) não seja afetado por esta situação. Seduzido por promessas de poder, Anakin se aproxima cada vez mais de Darth Sidious até se tornar o temível Darth Vader que todos nós conhecemos. Eles tramam um plano para aniquilar os cavaleiros Jedi. As cenas em que os Jedi são mortos são de uma frieza sem limites. E, como todo sabe que eles perdem a luta, ninguém se emociona com isso.
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O personagem Yoda, que desde “Star Wars: Episódio 2 - Ataque dos Clones” passou a ser feito digitalmente, é ótimo. Mas também não tem mais o impacto de antes. Tudo isso faz de “A Vingança dos Sith” um filme morno, indicado apenas para os fissurados pela cinessérie. Como o cofrinho de George Lucas anda ficando cada vez mais cheio, a qualquer momento ele vai dar um jeito de prosseguir com a saga. Talvez, assim, consiga fazer um filme que tenha “Força” suficiente para ser considerado cinema e não “game”.
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Em tempo: Natalie Portman morta, numa das últimas cenas, é a materialização da beleza no mundo real. Esta é uma das poucas cenas em que “A Vingança dos Sith” se aproxima do que podemos chamar de sétima arte.
• Cláudio Alcântara claudioalcantara@pop.com.br |
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