A expressão pessoal sintetizada em cerâmica

Circuito
Allen discute dualidade do drama humano em ‘Melinda e Melinda’

DVD
As façanhas do MacGyver

Guia de Leitura
Dan Brown no mundo da espionagem

Panorâmica 1

Panorâmica 2

Olho Vivo
Silvio se repete em novo ‘gameshow’

Contramão
Uma espécie de cabaré-experimental-excêntrico da Benflos, banda de meninos

Programação
Horóscopo
Coluna Social

Visite o Diário em
tempo real
para ler
as últimas notícias

Olho Vivo
Silvio se repete em novo ‘gameshow’

‘Family Feud’ é programa chato, de nome estranho e com formato
já usado inúmeras vezes pelo próprio dono do SBT
Divulgação
Diário OnLine
Cláudio Alcântara

Ninguém mais estranha. Assim, de uma hora para a outra, Silvio Santos estreou mais um programa no SBT. É diário, e vai ao ar por volta de 19h50min. Chama-se, estranhamente, “Family Feud” e é apresentado pelo dono do Sistema Brasileiro de Televisão. Curtinho, dura apenas 30 minutos no ar. Trata-se de uma competição entre duas famílias, é claro. Aliás, SS deveria repensar algumas coisas na vida. Não se procupe, não estou falando de nada sério ou filosófico. Refiro-me a coisas práticas mesmo, como esses joguinhos que ele não se cansa de conduzir. Já deu o que tinha que dar. Chega. Basta. Ninguém mais agüenta. Ou, pelo menos, deveria ser assim. Mas, a julgar pelos índices de audiência, muita gente não concorda comigo. Acredite: o programinha dá bons índices de audiência. É verdade, verdade mesmo.

Nada mudou. É um programa de perguntas e respostas, e o time que chegar primeiro aos 300 pontos se torna vencedor. No palco, com cenário o mais cafona possível, Silvio faz aos participantes as mesmas questões de uma pesquisa realizada com moradores das cinco regiões do País. Já vi isso (em outros programas do próprio Homem do Baú). As famílias participantes do “gameshow” precisam descobrir as respostas mais populares. Realmente, não resta dúvida: já vi isso. É mais ou menos assim: uma resposta citada 25 vezes na pesquisa de opinião reverte em 25 pontos para a família que citá-la. Entendeu? É fácil. E, para quem não tem nada melhor para fazer, até que prende a atenção por alguns minutos. Mas nem eu, que já não agüento mais as novelas chatas da Globo, fico mais de dez minutos vendo o programa.

No final das contas, quem acumular 300 pontos (cada ponto vale R$ 10,00 ou seja, 300 pontos valem R$ 3 mil, graninha boa) é declarada vencedora e tem a chance de ganhar mais R$ 5 mil ao participar do “Jogo Final”. Nesta etapa, é necessário acumular 200 pontos. Chiiiiiiiiii... tá complicando. Vou tentar deixar tudo mais claro. Dois integrantes da família devem responder a cinco perguntas feitas por Silvio Santos, também retiradas da pesquisa de opinião. Se a soma das respostas chegar a 200 pontos, a família leva os R$ 5 mil. Se a pontuação for inferior, multiplica-se o total conquistado por R$ 10,00. Entendeu agora?

Cada equipe tem um capitão (é sempre assim), escolhido pelos próprios familiares. No início do programa, SS chama ao centro do palco os dois capitães e faz uma pergunta. Aquele que apertar mais rápido o botão instalado na bancada ganha o direito para a sua família responder primeiro. Coisa inédita na tevê brasileira, né? No painel eletrônico há espaço para oito respostas diferentes. Conforme cada participante menciona seu palpite, o apresentador revela no painel eletrônico quantas vezes essa resposta foi citada na pesquisa popular e a família vai somando os pontos equivalentes. Em caso de três erros do time que está respondendo, a pontuação pode ser repassada para a família adversária, caso ela acerte uma das respostas.

No “Jogo Final”, dois integrantes da família devem responder a cinco perguntas. O primeiro tem 15 segundos para respondê-las, enquanto o outro parente fica numa cabine à prova de som. Meus deuses! Nada se cria, tudo se copia. Na bateria seguinte, o participante que estava na cabine tem 20 segundos para dar respostas diferentes para as mesmas perguntas. Na seqüência, Silvio Santos mostra quantas vezes as respostas dadas pelos familiares foram citadas na pesquisa. Se a soma chegar a 200 pontos, a família leva o prêmio total.

O “gameshow” é um dos mais tradicionais da televisão internacional. Criado nos EUA, em 1976, o programa também já foi produzido em países como México, Alemanha, Colômbia, Grécia, Argentina e Inglaterra.

Isso prova que alienação não é coisa exclusiva de brasileiro. Felizmente. Ou seria o contrário?

claudioalcantara@pop.com.br

Alto


© Empresa Jornalística Diário do Vale Ltda. Todos os direitos reservados