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São Paulo goleia Atlético-PR e é tri na Libertadores
Amoroso, Fabão, Luizão e Tardelli garantem a vitória por 4 a 0
AFP
 Massacre: Jogadores do São Paulo comemoram o primeiro gol de Amoroso para o desespero de Antônio Lopes, ao fundo São Paulo
O São Paulo é o primeiro time brasileiro tricampeão da Copa Libertadores da América. Com a goleada de ontem por 4 a 0 sobre o Atlético-PR, a equipe paulista garantiu também a vaga no Segundo Mundial de Clubes realizado pela Fifa, em dezembro, no Japão.
Diante de mais de 70 mil torcedores, que lotaram o estádio do Morumbi, o São Paulo dominou a partida e com dois gols em cada tempo definiu a vitória sobre o Atlético-PR.
Amoroso abriu o placar aos 16 minutos do primeiro tempo e de quebra fez o gol que havia prometido ao seu filho durante essa semana. Aos sete minutos da etapa final, o zagueiro Fabão com uma cabeçada certeira no ângulo fez o segundo, e Luizão, na sua despedida do futebol brasileiro - ele vai jogar pelo o Nagoya Grampus (JAP) - fez o terceiro. Diego Tardelli, aos 43 minutos fechou o placar.
Com a vitória, o técnico Paulo Autuori se igualou a Luiz Felipe Scolari e Tele Santana como os técnicos que mais venceram na Libertadores. Todos conquistaram dois títulos pela principal competição de futebol interclubes da América do Sul.
A partida começou movimentada com Atlético -PR e São Paulo alternando jogadas, que se não eram muito perigosas demandavam atenção por parte dos jogadores de cada equipe.
Mas foi o São Paulo que realizou jogadas mais perigosas. Em uma delas, aos 10 minutos o ala Cicinho entrou pelo meio da intermediária, mas na hora de arrematar para o gol, ele chutou fraco, de esquerda.
As jogadas perigosas se transformaram em gols aos 16 minutos do primeiro tempo. O atacante Luizão chamou a marcação para dentro da área e de calcanhar tocou para Danilo. O meia, que invadia a grande área chutou rasteiro. O goleiro Diego não conseguiu fazer a defesa e a bola espirrou para a pequena área. O atacante Amoroso, bem posicionado, completou de cabeça e marcou o primeiro gol do Sampa.
Se na primeira partida da final, em Porto Alegre, o Atlético-PR se destacou pela marcação, no Morumbi esse papel foi do São Paulo. Com bons desarmes no meio de campo - até mesmo o atacante Amoroso auxiliava na marcação - o São Paulo anulou as jogadas atleticanas.
Depois do gol houve um falso equilíbrio. Falso porque o São Paulo se retraiu e priorizou as jogadas de contra-ataque. Com isso, o Atlético tinha até a posse de bola, mas não conseguia armar suas jogadas.
Aos 27 minutos o São Paulo quase chegou ao segundo gol. Cicinho dominou a bola no meio do campo e da intermediária mandou uma bomba para o gol de Diego. A bola saiu pela linha de fundo, mas assustou os pouco mais de 2 mil atleticanos presentes no estádio.
Em nova jogada pelo meio-de-campo, Amoroso, um dos melhores do São Paulo na primeira etapa, deixou Danilo na cara do gol. O meia chutou mascado e a bola saiu vagarosamente pela linha de fundo.
Mas, no fim da etapa, o árbitro argentino Horácio Elizondo, quase manchou a festa Tricolor no primeiro tempo. Aos 44 minutos Aloísio recebeu a bola próxima a entrada da área, girou em cima do zagueiro Alex e foi agarrado fora da área. Malandro, o atacante só foi cair dentro da área. O árbitro marcou pênalti.
O volante Fabrício, que cobra faltas e volantes, bateu a penalidade, Rogério Ceni foi na bola, mas ela tocou na trave e o Atlético perdeu a chance de empatar a partida.
No começo da segunda etapa o São Paulo marcou seu segundo gol na partida. Aos sete minutos, Cicinho cobrou escanteio e o zagueiro Fabão nem precisou subir muito. Entre seu companheiro Lugano e o atleticano Durval, o camisa 3 são paulino testou com força, no ângulo esquerdo de Diego.
Sete minutos. Cicinho cobrou escanteio. Fabão não precisou subir muito para cabecear certeiro no fundo do gol de Diego.
No meio da segunda etapa, o São Paulo fechou o caixão com o atacante Luizão. Aos 25 minutos, Amoroso recebeu a bola na meia direita, gingou para cima da defesa atleticana, conseguiu se livrar da marcação e chutou cruzado. Luizão, o brasileiro que mais marcou gols na Libertadores - 29 gols), completou para o gol vazio. Depois do tento, o atacante foi substituído e saiu emocionado de campo.
No fim do jogo o atacante Diego Tardelli teve a chance de ampliar o marcardor. Aos 40 minutos ele recebeu na entrada da área, cortou o zagueiro Atleticano e chutou forte. Diego fez boa defesa e espalmou a bola. Mas, três minutos depois ele finalizou. Em lance parecido, só que na esquerda da área, ele fintou Durval e mesmo perdendo o equilíbrio, o atacante deixou a sua marca.
SÃO PAULO 4 X 0 ATLÉTICO-PR
• Data-Hora: 13/07/2005, às 21h45min
• Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
• Árbitro: Horácio Elizondo (ARG)
Assistentes: Rodolfo Otero e Juan Carlos Rebollo (ARG)
• Gols: 16"/1ºT Amoroso (1x0), 07"/2ºT Fabão (2x0); Luizão 25"/2ºT Luizão (3 x 0); 43"/2ºT Diego Tardelli (4x0)
• Público: 71.986 pagantes
• Renda: R$ 3.026.395,00
• Cartão Amarelo : Lugano, Fabão (SAO); Evandro, Cocito, Fabrício, André Rocha (ATL)
• São Paulo: Rogério Ceni; Alex, Lugano e Fabão; Cicinho, Mineiro, Josué, Danilo, Júnior (40"/2ºT Fábio Santos); Luizão (27"/2ºT Souza) e Amoroso (33"/2ºT Diego Tardelli)
• Técnico: Paulo Autuori
• Atlético-PR: Diego, Jancarlos, Danilo e Durval, Marcão (15"/2ºT Rodrigo); André Rocha (37"/2ºT Alan Bahia), Cocito, Evandro e Fabrício; Aloísio e Lima (15"/2ºT Fernandinho).
• Técnico: Antônio Lopes
Entrada do Morumbi virou praça de guerra
SÃO PAULO
No momento em que os jogadores entravam no gramado do Morumbi uma verdadeira guerra explodia fora do estádio. Um grande conflito entre policiais e torcedores deixou diversos feridos.
Tudo começou quando a Polícia Militar tentou dispersar a multidão, de quase cinco mil pessoas, que se aglomerava na porta do Morumbi. Muitos torcedores até possuíam ingresso, mas não conseguiam ter acesso às arquibancadas por causa do congestionamento nas catracas.
Outros, sem ingresso, se juntavam na esperança de que o telão instalado no alto do Morumbi, transmitindo o jogo para quem está do lado de dentro, fosse virado para fora.
De uma só vez, diversos policiais começaram a correr contra a multidão distribuindo golpes de cassetete e atirando bombas de efeito moral.
A praça Roberto Gomes Pedrosa, em frente ao Morumbi, virou cenário de guerra. Protegidos por escudos, os policiais seguiam encurralando os torcedores e jogando bombas. Os que conseguiam escapar, corriam. Os que não conseguiam, mesmo com ingresso na mão, foram agredidos pelos PMs.
O posto médico do estádio chegou a ficar lotado com pessoas desmaiadas e machucadas, que foram carregadas por amigos para dentro do Morumbi.
Policiais feridos também foram atendidos. Uma ambulância precisou levar um paciente em estado mais grave para um hospital da região. Em meio à tanta confusão, muitos torcedores aproveitaram e conseguiram entrar no estádio. |