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Novos ares no comércio

Obra de revitalização do Mercado Municipal começará
em outubro; reforma deve custar R$ 900 mil

Felipe de Souza
Diário OnLine
Loureiro: “Os mercados populares são elementos
interessantes da cultura nacional”

Barra Mansa

O secretario municipal de planejamento, Vicente de Paula Loureiro, disse na ultima quarta-feira, em entrevista exclusiva ao DIÁRIO DO VALE, que entre julho e agosto o município deverá estar com o fundo de recurso constituído, sendo então licitada a obra de reconstrução do Mercado Municipal, localizado na Rua Duque de Caxias. Segundo ele a expectativa é de que em outubro a obra de revitalização do mercado seja iniciada, levando entre 9 e 12 meses para a sua conclusão.
- O custo para a implantação do novo Mercado Municipal deve ficar em torno de R$ 900 mil, e estamos organizando fundos em regime de parceria com a Petrobras e empresas telefônicas para viabilizar a execução da obra. Acredito que em outubro estaremos iniciando os trabalhos - disse. Segundo Loureiro no Brasil, assim como em toda a América Latina, o comércio ambulante é uma tradição, e os mercados populares costumam ser uma solução para concentrar negócios atrativos e com preços competitivos.
“Os mercados populares são elementos interessantes da cultura nacional”, avaliou Loureiro. Para ele, além de abastecer a população com alimentos, utensílios, vestuário etc., esses locais são centros agregadores de pessoas, difusores da cultura popular e desempenham função econômica relevante na economia local.
Eles são responsáveis pela renda de muitas pessoas, desde pequenos produtores e artesãos até feirantes. Ao mesmo tempo, constituem opções de consumo a preços geralmente inferiores aos do comércio formal - explicou. Para o secretário, no caso de Barra Mansa para que haja uma mudança evolutiva não basta só construir o mercado, é preciso orientar e preparar os ambulantes, com o apoio do Sebrae, para as questões de atendimento ao público e responsabilidade de gestão.
- Tem pessoas que tem medo de entrar num mercado popular, devido à forma como os ambulantes trabalham. Uma destas características é que eles gritam para anunciar seus produtos. Para incluir e sociabilizar este segmento, é preciso adotar novas práticas e dar conhecimento de gestão - disse.

Projeto tem objetivo sócio-econômico

De acordo com o secretário, o projeto tem como objetivo organizar o comércio informal, atualmente concentrado na avenida Beira Rio e próximo da rodoviária da cidade, criando um ambiente digno e qualificado, para atrair cada vez mais clientes.
- Não se trata só de um projeto urbanístico, é também um projeto sócio-econômico, que visa a inclusão social e a humanização. Pode ser um processo vagaroso mais é legitimo. É preciso construir e oferecer melhores condições, mas é necessário também que eles (os ambulantes) tenham conhecimento e responsabilidade de gerenciar - esclareceu. De acordo com Loureiro, o projeto prevê que o mercado velho será demolido, e que serão construídos cerca de 110 novos boxes de tamanhos diferentes, variando de quatro a 12 metros quadrados, para se ajustar às necessidades de todo tipo de comércio. Essas medidas foram baseadas no atual cadastro dos ambulantes na prefeitura.
- A solução foi desenvolvida para se adequar aos diversos segmentos de comércio, flexibilizando o tamanho dos boxes. Para isso, foram considerados os atuais dados do cadastro dos ambulantes. Posteriormente haverá uma atualização do cadastro - explicou o secretário. Segundo ele, além dos boxes, o novo mercado terá uma praça de alimentação, banheiros, alguns adaptados para deficientes físicos e diversos acessos para o novo centro comercial.

Novo mercado deverá gerar trezentos empregos

Loureiro acredita que o novo Mercado Municipal gere em torno de 300 novos postos de trabalho.
- Com os 110 boxes ocupados, cada um deve empregar em torno de três pessoas, portanto é possível que cheguemos a 300 empregos diretos - disse. O secretário explicou que ainda não há como prevê o custo da manutenção dos boxes no mercado, e que assim que tiver uma posição exata, os ambulantes serão informados. A implantação do projeto, além de melhorar o ambiente de trabalho e a qualidade de vida dos ambulantes, também abrirá um novo espaço às margens do Rio Paraíba do Sul, na avenida Beira Rio, onde está concentrada boa parte dos camelôs da cidade.
- O Plano Diretor visa retomar o rio como referência na cidade. Temos o compromisso de devolver este espaço para a população, que poderá aproveitar este espaço tão bonito - finalizou.

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