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Informalidade: Segundo presidente do Sindicato
dos Panificadores, preço do pão não cai por causa da informalidade

Volta Redonda

O presidente do Sindicato dos Panificadores do Sul Fluminense, Rui dos Santos Noronha, afirmou que o crescimento de padarias que trabalham, segundo ele, na informalidade, está trazendo sérios prejuízos ao setor. A principal queixa é que esses estabelecimentos praticam preços menores do que o mercado formal, por não recolherem impostos, o que vem prejudicando a arrecadação do município. Noronha acredita que, atualmente, 20% dos pães consumidos na cidade sejam provenientes do comércio informal. “Esse percentual é baseado por baixo. Se for feita uma pesquisa, constataremos que esse índice é muito maior”.
De acordo com o presidente do sindicato, alguns estabelecimentos estão comercializando o pão francês com preços menores justamente por trabalharem na informalidade. Enquanto o preço médio do pão francês fica entre R$ 0,25 e R$ 0,30 na maioria das padarias legalizadas, no comércio informal os preços ficam reduzidos entre R$ 0,15 e R$ 0,20.
- Esses estabelecimentos, normalmente, não são cadastrados como padarias. São estabelecimentos direcionados a outros tipos de comércio, mas que também vendem pão. Eles não recolhem impostos e não geram empregos - se geram também são informais - e, por esse motivo, vendem com preços mais baixos. Sem contar que o peso padrão do pão francês é de 50 gramas, mas alguns comerciantes vendem com peso menor. Esse mercado informal dificulta o comércio legal e faz com que o município perca arrecadação - ressaltou.
Noronha salientou que defende a comercialização do pão a quilo, procedimento que já vem sendo adotado em várias regiões do país, através de leis estaduais. Segundo ele, essa medida poderia contribuir para acabar com a concorrência desleal. “Essa lei deveria ser criada no Estado do Rio também. Dessa forma não haveria como não trabalharem dentro das normas. Acredito que, daqui a algum tempo, isso também já esteja funcionando aqui. É uma medida justa tanto para o comerciante quanto para o cliente”, analisa.

Fiscalização

A falta de fiscalização é apontada pelo Sindicato dos Panificadores como a principal causa do crescimento do mercado informal no município. Apesar de não ter uma estatística concreta sobre as perdas do setor, o presidente do sindicato acredita que 20% do consumo de pão na cidade seja de estabelecimentos informais. “Esse percentual é apenas uma suposição. Se for feita uma pesquisa, com certeza constataremos que esse número é ainda maior”, lamenta Noronha.
O comerciante também reclama que a concorrência desleal está nos veículos que vendem pão nas ruas, os chamados “carros-do-pão”. “Esse tipo de comércio não contribui em nada com o município. Há casos em que esses carros param em frente às padarias, com os vendedores anunciando seus produtos. É uma falta de ética e de respeito com quem está gerando empregos e pagando seus impostos em dia”, revolta-se.

Vigilância

O coordenador de Fiscalização Sanitária, Carlos Amaro, informou que nenhuma reclamação sobre esta situação chegou ao órgão e que, assim que isso ocorrer, será intensificada a fiscalização nos estabelecimentos.


Pão francês deve subir nos próximos dias

Mesmo com a baixa cotação do dólar durante a semana, o preço do pão francês, cujo preço normalmente era tabelado com base na moeda americana, por causa do trigo, não registrou nenhuma queda nas padarias da cidade. O presidente do Sindicato dos Panificadores do Sul Fluminense, Rui dos Santos Noronha, afirmou que atualmente não existe mais essa relação, porque 80% da produção de trigo é nacional. Além de negar a queda do preço, Noronha declarou que novas medidas poderão doer no bolso no freguês. Segundo ele, a partir desta semana o preço do pão francês deve subir.
O presidente do sindicato informou que o preço da saca de trigo (50 quilos), varia atualmente de R$ 47 a R$ 50, de acordo com o fabricante. No entanto, Rui, que também é proprietário de duas padarias no Aterrado, adiantou que esse valor deve durar somente até esta semana. “Recebi a visita de um vendedor que me informou que, a partir do dia primeiro de agosto, o trigo terá um aumento”, disse, não descartando a possibilidade de o preço do pão também aumentar.

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