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Usuários de drogas e álcool têm
tratamento integral no CAPS/AD


Prefeitura desenvolve ações para redução de danos
e prevenção ao uso de drogas

Volta Redonda

O coordenador do Programa Saúde Mental de VR e diretor do CAIS (Centro de Atendimento Integrado a Saúde)- Aterrado, Márcio Braga, disse que a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) tem se ajustado às determinações da Portaria 1.028 do Ministério da Saúde, sancionada em julho de 2005, para prestar atenção integral aos usuários de álcool e outras drogas, que prevê ações efetivas à redução de danos sociais e à saúde dos usuários.
O coordenador informou que em março desse ano foi feito um credenciamento entre a secretaria e o SUS (Sistema Único de Saúde), para ampliar as intervenções de saúde dirigidas aos usuários e dependentes de álcool e outras drogas.
- O sistema de saúde pública municipal, por meio do CAPS/AD (Centro de Atenção Psicossocial - Álcool e Drogas), dispõe de um serviço ambulatorial especializado para prestar tratamento a dependentes químicos de todas as ordens, visando à redução de danos sociais e à saúde. O programa conta com uma equipe multidisciplinar de psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais, clínicos gerais e conselheiros, além de grupos que prestam apoio e orientação aos familiares - explicou.
De acordo com Braga, o CAPS/AD, conta também com um setor especializado para o tabagismo e uma enfermaria especializada em dependência química, que funciona no CAIS-Aterrado, onde os dependentes passam o dia e à noite voltam para casa. Ele explicou ainda que em casos mais graves os pacientes são encaminhados para clínicas conveniadas com o Estado. “Esse atendimento é credenciado pelo SUS e gerenciado pela prefeitura”, disse.

Tratamento não pode ser obrigatório

Segundo o coordenador, todo tratamento é voluntário e ninguém pode ser internado contra sua própria vontade. “Somente em casos de alterações da saúde mental por causa do uso de droga, com risco de violência a si próprio e a outras pessoas, que é feita a internação compulsória em clínicas conveniadas”, explicou, destacando ainda que a eficácia do tratamento depende em grande parte do empenho do paciente.
- Todas ações sociais ou de saúde dirigidas a usuários ou dependentes de qualquer substância química só terão sucesso se houver interesse dos pacientes. Por isso temos uma equipe multidisciplinar de profissionais, para atendê-los em toda sua necessidade - enfatizou.
Com relação à disponibilidade de recursos de proteção à saúde e a prevenção ao HIV/Aids e Hepatites B e C, mencionadas na portaria do Ministério da Saúde, Braga informou, que o CAPS/AD é auxiliado pelo CDI (Centro de Doenças Infecciosas) que presta um serviço especializado a doenças transmissíveis sexualmente e através do uso de drogas injetáveis.
- A redução de danos nesses casos consiste em orientar os envolvidos ao não compartilhamento da seringa e o incentivo ao uso de preservativo - disse Braga.
O coordenador disse que o CAPS/AD tem hoje 200 pacientes em tratamento, e que em média são atendidas 40 pessoas diariamente, entre pacientes e familiares.


Álcool é consumido cada vez mais cedo

O coordenador do Programa de Saúde Mental enfatizou que apesar dos projetos que estão sendo realizados para a promoção da saúde e prevenção ao uso de drogas, o consumo de bebidas alcoólicas entre os adolescentes vem crescendo, e isto pode ser responsável pela entrada para o uso de drogas mais pesadas.
Para ele os pais precisam estar cientes de que o álcool é a primeira droga a ser usada pelos adolescentes, e que apesar da proibição da venda de bebidas alcoólicas para menores de idade, o acesso a elas é relativamente fácil.
- Os jovens de 13 a 18 anos não começam usando drogas ilícitas e sim o álcool. O problema é extremamente grave porque antes de tudo é um problema social. As autoridades, os pais, os comerciantes, entre outros, estão sendo mais tolerantes. O consumo de álcool nessa faixa etária não é uma doença, e sim questão que envolve toda a sociedade - disse.
O coordenador informou que apesar de todas as iniciativas tomadas para a redução de danos sociais e à saúde, como ações em parceria com a secretaria de educação, associações de moradores e no Programa de Saúde na Família (PSF), o quadro na cidade é de cerca de 20% dos pacientes usuários de drogas com recuperação total e 80% sem tanto sucesso no tratamento. Ele considerou que esses índices estão enquadrados em estatísticas mundiais.
- Para melhorar essa estatística, estamos capacitando toda a nossa equipe para prestar este atendimento, mas o que reduz realmente o número de usuários é o trabalho de prevenção. Com os que não conseguem cura, procuramos reduzir ao máximo as conseqüências do uso de drogas - disse.
Braga disse que com a criação do CAPS/AD, novas possibilidades de tratamento e formas de prevenção estarão disponíveis. Segundo ele, o PSF também é um forte instrumento para a prevenção. “Por meio deste trabalho (PSF) a secretaria de saúde atua em cada casa, trabalhando a prevenção, e muitas vezes combatendo patologias familiares”, explicou.
O CAPS/AD funciona integrado ao CAIS-Aterrado, que está localizado na Avenida Governador Luis Portela, 298, no bairro Aterrado. O horário de atendimento é de 8h às 17h.

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