Mortos em incêndios em Portugal chegam a 16
Lisboa
Onze focos de incêndio nas regiões central e norte de Portugal seguiam ontem sem nenhum controle, apesar dos esforços de bombeiros que lutam contra as chamas. Mais uma pessoa morreu por causa do fogo nesta madrugada, aumentando para 16 -entre eles 11 bombeiros - o número de mortos devido aos incêndios neste ano.
Na madrugada de ontem, a polícia descobriu o corpo calcinado de uma mulher de 88 anos, perto de Urem (centro do país). Ela estava desaparecida desde a última quinta-feira, e foi encontrada a 150 metros de sua casa, localizada em uma zona devastada pelas chamas.
De acordo com a previsão de institutos meteorológicos locais, é possível que ocorram chuvas ao norte do país, o que pode auxiliar a ação dos 3.000 bombeiros e 600 militares que tentam controlar o fogo. Nove aviões-tanque e helicópteros colocados à disposição de Portugal por cinco países da União Européia (UE) - Alemanha, Espanha, França, Holanda e Itália - iniciaram suas operações ontem, informaram autoridades locais.
O Ministério português da Agricultura qualificou a situação como de “alto risco’’ em quase todo o país, onde institutos meteorológicos prevêem que as temperaturas cheguem a até 36º C, o que pode aumentar o risco de novos incêndios.
FOCOS - Dois 11 focos de incêndio que continuavam a atingir o país ontem, oito deles se propagavam no centro de Portugal, nos distritos de Coimbra e Viseu, e outros três estão concentrados na região de Santarém (norte). Em Coimbra, a terceira cidade mais importante do país, os bombeiros conseguiram, devido a uma mudança na direção do vento, deter o avanço das chamas nas zonas habitadas.
Apesar de as chamas terem sido desviadas do perímetro da cidade, a situação continuava crítica na região, onde há outros quatro focos de incêndio fora de controle. Redes de TV portuguesas mostram moradores locais desesperados, tentando impedir o avanço das chamas sobre suas casas, jogando água ou usando mangueiras caseiras. |