Estilo A década de 80 será tendência na próxima estação?
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Sandro Henrique
Os anos 80 apareceram de forma discreta na edição verão 2006 do “Fashion Rio” e do “São Paulo Fashion Week”. Surgiram traços em algumas coleções e referências mais fortes nas roupas de Uma, Vide Bula, Zoomp e Néon. Porém, a única unanimidade sobre a década nesta temporada de moda é a cintura alta para calças, shorts, macacões e vestidos. Seria este o fim dos anos 80 na moda? A década permanecerá como tendência na próxima estação? Para três importantes estilistas brasileiros a reposta é não.
Conhecida como a “década perdida”, as primeiras reportagens sobre a volta dos anos 80 foram publicadas em jornais e revistas nacionais entre 1997 e 1998. Desde então, uma avalanche de coleções de moda, festas, modismos, marcas, CDs e artistas (reeditados ou relançados) desabou sobre todos.
A moda deu o pontapé inicial na retomada dos excessos dos 80. Diversas coleções, de inverno e de verão, exibiram, aos poucos, os ícones da década. Cores extravagantes e chamativas, modelagem oversize, saias balonês, fuseaus, polainas, cortes de cabelo, maquiagem, mistura de estampas e até mesmo as inconfundíveis ombreiras foram vistas nas passarelas pelo mundo.
No entanto, alguns dos grandes estilistas brasileiros acreditam que é o fim da inspiração oitentista na moda. Os motivos seriam vários, como a opção por um luxo simples, menos ornamentado, a necessidade de uma consciência política em detrimento ao hedonismo e à ostentação yuppie. Enfático, o empresário e “personal stylist” Júlio César Monteiro, de Barra Mansa, acredita em uma tendência anos 80. E não pára por aí. Vai além e sentencia: quem precisa de tendências é a imprensa.
••• Sandro Henrique é produtor de eventos de moda |