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Novo motor 1.4 flex melhora o desempenho e a
relação custo/benefício da Fiat Palio Weekend
Pedro Paulo Figueiredo/Carta
Diário OnLine
Força: Motor 1.4 flex melhora o desempenho
e a relação custo/benefício
Pedro Paulo Figueiredo/Carta
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Comodidade: Acabamento é correto e todos os
comandos ficam à mão do motorista
Pedro Paulo Figueiredo/Carta
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Espaço: Palio Weekend 1.4 Flex é um carro familiar,
voltado para quem quer ter espaço para os filhos e bagagens
Ter um carro capaz de levar filhos, agregados e ainda bagagens é um sonho para muitos pais de família. Com o surgimento das minivans, muitos dos que queriam carros com perfil familiar se sentiram realizados, mas, logo depois, ficaram surpresos com notícia de que o crescimento das vendas dos monovolumes poderia extinguir as peruas e diminuir o número de opções no mercado. Tal profecia, contudo, não se realizou, mas a concorrência nesse segmento se manteve acirrada e as montadoras se sentiram forçadas a apresentar novidades constantemente. Para não perder entregas e continuar numa posição privilegiada, a Fiat resolveu incrementar a motorização da Palio Weekend básica que, na linha 2006, ganhou um motor um pouquinho mais “forçudo”. Já a versão “top” permanece com motor 1.8 Flex.
O novo propulsor que equipa a Weekend tem 1.4 litro, oito válvulas, é “flexfuel” e rende 80 cv a gasolina e 81 cv rodando só com álcool, a 5.500 giros. Já o torque é de 12,2 kgfm movido a gasolina e 12,4 kgfm movido pelo combustível extraído da cana, a 2.250 giros. O motor anterior, de 1.3 litro, oito válvulas e também “flex”, chegava aos 70 cv e 11,4 kgfm com gasolina e 71 cv e 11,6 kgfm com álcool. Aparentemente pequenas, estas diferenças de potência e torque são efetivamente sentidas ao volante.
Com a adoção desse motor mais potente, a Fiat espera galgar mais posições no “ranking” das peruas mais vendidas do Brasil. Que, aliás, é dominado por ela. De janeiro a agosto desse ano, foram vendidas 18.108 unidades da Palio Weekend – juntando-se todas as versões –, contra 8.006 emplacamentos da Volkswagen Parati e apenas 6.117 unidades da Peugeot 206 SW. Mas, no mês de agosto, a disputa foi mais “violenta”, com 2.186 vendas do modelo Fiat, 1.677 comercializações da 206 SW – que foi lançada em março desse ano – e apenas 929 entregas Parati. A perua da Volks, no entanto, poderá dificultar mais a “briga” daqui para a frente, por ter acabado de entrar na chamada “geração IV”.
O “upgrade” na motorização da Palio Weekend, contudo, não encareceu demais o modelo e o deixou ainda mais competitivo frente aos concorrentes. A versão com motor 1.3 flex custava R$ 35.450. Com a nova unidade de força, sai por iniciais R$ 36.270. Esse valor engloba bancos anti-deslizantes, comando interno de abertura da tampa do tanque de combustível e do porta-malas, computador de bordo, direção hidráulica, imobilizador do motor, faróis temporizáveis, limpador e lavador dos vidros dianteiros, relógio digital, tomada 12V e vidro traseiro térmico.
Opcionalmente, o carro pode receber freios com ABS e EBD, airbag duplo, ar-condicionado, rádio/CD player com MP3, trio elétrico, sensores de chuva, luminosidade e estacionamento e rodas de liga leve, entre outros recursos. Equipado com todos os opcionais, entretanto, o preço do modelo sobe para R$ 54.075. Mas ainda continua interessante: a 206 SW, por exemplo, começa em R$ 37.890 – com motor 1.4 a gasolina de 75 cv – e chega aos R$ 43.290 – sem equipamentos como leitor de MP3 e sensores de luz, chuva e estacionamento. Já a Volkswagen Parati começa com motor 1.6 flex de 97 cv a gasolina e 99 cv a álcool em R$ 36.380 e termina em R$ 50.988 – sem os sensores, ABS ou airbag.

Instantâneas

A Palio Weekend foi o primeiro modelo a ter uma versão “off-road light” – a conhecida Adventure”. A criação dessa versão foi um acerto: ela responde por 35% das vendas da configuração perua do Palio.
A Fiat Palio Weekend tem 4,21 metros de comprimento, 1,63 m de largura, 1,51 m de altura, 2,44 metros de distância entre-eixos e pesa 1.091 kg. O porta-malas do carro pode abrigar até 460 litros de “tranqueiras” e o tanque de combustível comporta 51 litros de álcool e/ou gasolina.
A Palio Weekend é o modelo mais vendido da categoria há três anos consecutivos.
A Palio Weekend é oferecida também numa versão com motor 1.8 Flex.
A Fiat Palio Weekend foi lançada em 1997. Já a versão Adventure chegou em 1999, como uma opção para consumidores mais jovens. A última versão do modelo – que é vendida atualmente – chegou no final de 2003, junto de toda a família Palio.
Ano passado, a Fiat contabilizou 23.407 vendas da Palio Weekend. Se a média de vendas deste ano continuar a mesma até dezembro, os emplacamentos devem ficar bem próximos da marca de 25 mil unidades.
O Brasil representa o maior mercado de vendas da Fiat Auto em todo o mundo, com 20% das vendas totais. E a fábrica de Betim, Minas Gerais, é maior planta da marca construída fora da Itália – pode produzir 2.300 veículos por dia.

Impressões ao dirigir


Equilíbrio eficaz

A Fiat Palio Weekend 1.4 Flex é um carro familiar, voltado para quem quer ter espaço para os filhos e bagagens. E, nessa tarefa, o modelo cumpre o seu papel. O desempenho dos 81 cv do motor rodando com álcool não é estupendo, mas, esticando as marchas, é até possível conseguir uma certa dose de ímpeto, o que pode ser aferido pelo zero a 100 km/h em aceitáveis 14,1 segundos e pela correta máxima de 160 km/h. Essas respostas dentro “dos conformes” até que não cobraram tanto na hora de abastecer, já que o modelo obteve a razoável média de consumo de 6,9 km/l.
A dirigibilidade da Palio Weekend, por sua vez, permaneceu a mesma – é isso é uma boa notícia. O modelo é fácil de ser “levado”, devido à direção suave e atenta às solicitações do motorista e também pela ergonomia elogiável. A perua da Fiat também se mantém em contato com o piso todo o tempo – mesmo em curvas mais fechadas – e os freios respondem de forma confortável e precisa.
Por dentro, também não há do que se queixar. O acabamento é correto, todos os comandos ficam à mão do motorista, os equipamentos funcionam a contento e são fáceis de serem localizados e os bancos são macios e seguram bem o motorista. A única ressalva fica para os controles dos vidros elétricos – opcionais –, que exigem que o motorista se estique para ajustá-los. Na “volta” para o banco, a visão não é a mesma e um outro ajuste é sempre necessário.

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