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Vitrine Esportividade aristocrática
Montadora Izzo lança no mercado brasileiro a nova Daytona 955i e, junto com ela, prepara o projeto Triumph Racing Divulgação
 Potência: Moto alcança os 270 km/h e acelera da inércia aos 100 km/h em invejáveis 2,9 segundos Roberto Dutra
Desde que passou a ser controlada pelo grupo Izzo no Brasil, a marca de motocicletas inglesa Triumph passou a ter outra “presença” por aqui. Os preços passaram a ter cotação em real, a linha de modelos foi aumentada e as novidades ficaram mais frequentes. Mas o “pulo do gato” vem agora. A Izzo lança no mercado brasileiro a nova Daytona 955i e, junto com ela, prepara o projeto Triumph Racing. Tudo para tentar consolidar o nome da Triumph no país, onde até tem uma fiel legião de fãs, mas ainda não conquistou a mesma confiança de que desfrutam, por exemplo, algumas marcas japonesas.
A Daytona 955i é daquelas motocicletas superesportivas quase irresistíveis. Combina muita tecnologia para oferecer desempenho vistoso e um design sedutor, embora menos ousado em comparação aos de certos modelos do Oriente. O quadro em alumínio é suporte para uma “roupa” aerodinâmica, na qual sobressai a carenagem frontal “bicuda”, que incorpora um bloco ótico dividido em duas partes e um pequeno pára-brisa mais acima. Nas laterais, as carenagens integrais deixam à mostra apenas uma pequeníssima parte do motor.
Ali no meio, o tanque de combustível – que leva generosos 20,8 litros – tem formato arredondado e compõe um contraste visual com a seção do banco destinada ao piloto. Mais atrás, a seção do garupa surpreende: pelo menos aparentemente, tem o mesmo tamanho e ainda uma respeitável espessura – o que, em teoria, garante certo conforto ao passageiro, algo incomum em motos esportivas.
A rabeta da Daytona 955i, por sua vez, é toda arredondada e “transpira” modernidade. Mas o garupa precisa dar um jeito de se segurar apenas em uma pequena alcinha de couro no próprio banco, já que não existem alças laterais. Lá atrás, a lanterna da moto inglesa é ovalada e está instalada logo abaixo da “ponta” da moto. A peça é complementada pelo suporte da placa, que também faz as vezes de prolongamento do pára-lama.
Escondido no meio disso tudo, surge uma verdadeira usina de força para empurrar a Daytona 955i. O motor do modelo tem três cilindros em linha, exatas 955 cilindradas, arrefecimento a água e alimentação por injeção eletrônica. Rende indigestos 147 cv de potência máxima a 10.700 giros e torque de “musculosos” 10,2 kgfm a 8.200 giros. Como pesa dietéticos 191 kg, o modelo dispõe de uma relação peso/potência de módicos 1,2 kg/cv. Resultado: com esse motor, a moto alcança os 270 km/h e acelera da inércia aos 100 km/h em invejáveis 2,9 segundos, segundo a Triumph.
O piloto gerencia todo esse ímpeto através de um câmbio de seis marchas, enquanto a relação secundária é feita por corrente dentada. As suspensões dianteiras são feitas por garfos telescópicos, enquanto a traseira é monochoque, apoiada em um único amortecedor que permite ajuste de carga na mola. Para segurar a moto na hora de parar, estão lá freios a disco duplo na dianteira com enormes 32 cm de diâmetro e mais um disco traseiro com 22 cm de diâmetro.
A Triumph Daytona 2006 chega ao Brasil cotada em imodestos R$ 49.900. Está aí para “ser vendida”, claro, mas também para dar suporte ao Triumph Racing, projeto da Izzo Motorcycles que pretende criar o Daytona Cup, uma competição monomarca nos mesmos moldes já existentes entre algumas marcas de automóveis. A competição já tem quatro etapas agendadas para o ano que vem, todas em São Paulo, e estará aberta aos proprietários do modelo 995i que tenham feito o curso de pilotagem Triumph. O curso é gratuito, assim como o “kit” que adapta as motos às provas – rabeta monoposto, carenagens, ponteira de escape esportiva, protetores laterais, pedaleiras esportivas, módulo auxiliar de injeção eletrônica “powercomander’ e amortecedor de direção, entre outros. |
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