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Lançamento: A Ford acaba de mostrar, nos Estados
Unidos, uma novíssima versão do cobiçado Mustang Shelby GT500 conversível 2007
Cobra criada

A Ford acaba de mostrar, nos Estados Unidos, uma novíssima versão do cobiçado Mustang. Trata-se do Shelby GT500 conversível 2007. Essa nova versão é simplesmente a mais potente com capota rebatível já produzida pela Ford: sob o capô, está um motor de oito cilindros em V e 5.4 litros, que despeja sonoros 450 cv de potência máxima. Assim como a versão cupê Shelby GT500, o conversível também foi “aperfeiçoado” pela divisão Special Vehicle Team, SVT, da Ford, especializada na preparação de veículos. Tudo sob a supervisão do consagrado engenheiro Carrol Shelby, criador do clássico modelo Ford Shelby Cobra.
A frondosa potência do GT500 conversível é gerenciada por um câmbio de seis marchas – manual, como manda o “figurino”. No visual, o modelo ganha faixas brancas com a inscrição GT500 e o famoso logo com uma serpente, que identifica as “versões Cobra” da Ford. Por dentro, o revestimento é todo em couro preto. O modelo será vendido somente no mercado americano a partir do ano que vem e deverá custar por lá cerca de US$ 40 mil – em torno de R$ 90 mil.

“Lotação” chique

A Mercedes-Benz brasileira aposta no transporte de executivos e passageiros abonados e lança por aqui uma série especial da van Sprinter. A linha Sprinter Limited Edition será composta por três versões – furgão longo com teto elevado, para o transporte de cargas, e duas para o transporte de passageiros, com capacidade para nove ou 15 ocupantes.
O “novo” modelo tem como principal diferencial um “recheado” pacote de equipamentos de conforto e estética. Por fora, exibe pintura metálica e rodas de liga leve. Por dentro, sai de fábrica com “luxos” como ar-condicionado, airbag para motorista, rádio/CD player, trava central com controle remoto e até cruise control.
Segundo a Mercedes-Benz, apenas 100 unidades da série limitada da Sprinter serão produzidas. E todas deverão ser vendidas já em setembro. Sob o capô, todas terão o mesmo motor Mercedes OM611 LA III, de 129 cv de potência máxima a 3.800 giros e torque de 31 kgfm entre 1.600 e 2.400 giros.

Rumos tecnológicos

A Magneti Marelli apresenta o primeiro sistema de navegação por satélite GPS que funciona em território brasileiro. Chamado de Smart Router, ele permite que se transite por uma cidade com a ajuda de um mapa que, através de sinais enviados pelo satélite, indica o melhor caminho. O condutor informa seus locais de partida e de destino e o Smart Router calcula a melhor rota entre os dois. Se o motorista sair daquela rota, o sistema imediatamente recalcula uma outra alternativa e a mostra no mapa exibido por uma tela instalada no painel central do veículo. Ao mesmo tempo, o motorista é orientado por um comando de voz eletrônica, disponível em português. Além de funcionar como GPS, o Smart Router pode integrar telefonia com comandos por viva-voz, sistema de rastreamento do veículo e até chamadas de emergência conectadas ao acionamento do airbag.
Em fase de avaliação pelas principais montadoras brasileiras, o navegador já tem disponíveis os mapeamentos das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Campos do Jordão. Segundo a Magneti Marelli, em três anos estarão no sistema as principais cidades do país. O obstáculo, agora, é a lei brasileira que proíbe telas com imagens em movimento à frente do motorista. A empresa alega que o Smart Router não é um equipamento que possa desviar a atenção, como um DVD player por exemplo, mas estuda alternativas. “Podemos adaptá-lo para mostrar apenas setas indicativas e comando vocal, sem imagens em movimento”, cogita Angel Alberto Gerardi, diretor-presidente da Magneti Marelli.

Negócio fechado

O mercado automotivo chinês, o novo “eldorado” para as empresas do setor em todo o mundo, tem portas abertas também para fornecedores. A Tritec Motors, joint-venture da DaimlerChrysler e da BMW que produz motores em Campo Largo, no Paraná, acaba de fechar um novo acordo de fornecimento de motores para as montadoras chinesas Lifan e Fhac usarão propulsores da empresa paranaense a partir do ano que vem. Ambas usarão as unidades de 1.6 litro e 16 válvulas feitas por aqui, adaptados para diferentes automóveis.
A China atrai, atualmente, montadoras de todo o mundo. E não é por acaso: as empresas automotivas de lá produziram, em todo o ano passado, 5,07 milhões de veículos de automotores. Esse volume representou um crescimento de expressivos 14% em comparação aos 4,43 milhões de veículos produzidos em 2003. Para este ano, é esperado um novo crescimento, com a produção de mais de 5,6 milhões de veículos.

Chegadas e partidas

A Porsche já fechou negócio com a Volkswagen. Depois de ter anunciado, no mês passado, que tinha “intenção” de comprar ações do Grupo Volkswagen – um de seus principais fornecedores de componentes – a Porsche divulgou que já adquiriu 10,26% das ações da montadora alemã. Com isso, a Porsche passa a deter 15% do controle acionário da Volks, pois já possuía 5%. Segundo a Porsche, esse é o segundo passo rumo à meta de possuir 20% das ações do Grupo Volks. O objetivo por trás disso tudo, porém, é ter maior direito de opinar no futuro da conterrânea.
Enquanto isso, outra empresa que tinha interesse em papéis da Volks desistiu da empreitada. A DaimlerChrysler estava interessada em comprar exatamente 20% das ações da marca alemã, mas voltou atrás. Apesar disso, as duas montadoras pretendem firmar parcerias para o desenvolvimento de tecnologias conjuntas.

Eletrônica à vista

O Land Rover Defender deverá ser o próximo utilitário-esportivo produzido no Brasil a incorporar a tecnologia eletrônica em sua motorização. O carro, que é feito pela Ford na fábrica da Karmann-Ghia em São Bernardo do Campo, São Paulo, deverá ganhar ainda neste ano o mesmo motor TD 2.5 turbo-diesel que já equipa o modelo Discovery, também da Land Rover.
O motor TD 2.5 é alimentado por injeção direta e tem gerenciamento eletrônico. Com isso, atende com folga às normas de emissões de poluentes para o ano que vem já estabelecidas pelo Conama. Que, aliás, têm sido o principal motivo para adoção de motores eletrônicos em diversos utilitários vendidos no mecado brasileiro, como o jipe Troller ou as pick-ups médias Ford Ranger, Toyota Hilux e Chevrolet S10 – além de vários caminhões.

Investidas localizadas

O sedã 300C é mesmo o maior xodó atual da Chrysler – marca do Grupo DaimlerChrysler. O modelo, que tem registrado ótimas vendas no mercado americano e que, por isso mesmo, ainda não chegou ao Brasil, vai ganhar passaporte chinês. A DC resolveu produzir o elegante três-volumes na terra do “socialismo de mercado”, em um projeto que consumirá em torno de US$ 350 milhões. A data do início da produção, porém, ainda será divulgada.
A linha de produção do 300C será na cidade de Beijing. Além do sedã, a Chrysler também pretende fazer na China uma minivan. Os dois projetos deverão ser iniciados já no ano que vem. O 300C já é fabricado no Canadá e na Áustria.
Já a Ford estica seus tentáculos na Índia. A montadora criou uma versão “exclusiva” do compacto Fiesta para ser vendida por lá. O modelo tem visual até moderninho, com jogo ótico frontal inspirado nos do Ford Mondeo. Só será vendido no mecado indiano na versão sedã e suas vendas começam no próximo mês de novembro.

Rumo ao topo

A Toyota poderá se tornar a maior montadora do mundo já no ano que vem. A previsão é de consultores japoneses, que apontam para uma provável produção global da marca superior a 9 milhões de veículos em 2006. Esse volume corresponderia a um empate técnico com as 9,1 milhões de unidades projetadas para a produção da americana General Motors neste ano.
Mas, além disso, previsões americanas apontam para uma queda nas vendas da GM no mercado doméstico no ano que vem, enquanto a Toyota já pôs para funcionar duas novas fábricas fora dos Estados Unidos. Ou seja, a Toyota “subiria” e a GM “desceria”. Para completar, se as estimativas se confirmarem, a Toyota terá, até 2010, nada menos que 15% do mercado mundial de veículos.

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