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Empréstimo consignado é uma das alternativas para as contas de janeiro

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Empréstimo consignado é uma das alternativas
para as contas de janeiro


Taxas de juros destes empréstimos, que podem
ser pagos em até 36 vezes, variam entre 1% e 3,2% ao mês

Volta Redonda

O ano começa com várias contas a serem quitadas: IPVA, IPTU, matrículas, material e uniforme escolar... Uma das alternativas são os empréstimos consignados, oferecidos por meio de convênios entre os bancos privados e instituições ou órgãos ligados aos governos federal e estadual, como o Dataprev e o Proderj. Tudo começa quando a pessoa, que pode ser aposentada pelo INSS ou funcionário público estadual ou federal, opta por recorrer a um crédito. As taxas de juros destes empréstimos, que podem ser pagos em planos de até 36 vezes, variam entre 1% e 3,2% ao mês.
Segundo o agente financeiro Thiago Sarkis Alves, o pagamento do empréstimo consignado é feito por meio de descontos no contracheque da pessoa, que pode ser aposentado ou pensionista do INSS, funcionário da Marinha, Exército, Aeronáutica ou do Estado.
- As parcelas são fixas e os juros variam de acordo com o número de vezes que a pessoa optar por pagar. O diferencial está nos juros. Para se ter uma idéia, os do cheque especial variam de 7,5% e 9,5% ao mês, o do cartão de crédito chega a 11%, enquanto que os do empréstimo consignado oscilam entre 1% e 3% - disse Alves.
Conforme ele, o crédito para autônomos é feito por bancos através de cheques e mediante comprovante de renda. “Nestes casos, a pessoa pode pegar entre R$ 500 e R$ 600, com juros que variam entre 9% e 11%”, falou o agente.

Refinanciamento

De acordo com a agente financeira Sheila Fernandes, a maioria das pessoas que pode recorrer ao empréstimo consignável está sem margem. O resultado foi o refinanciamento, que surgiu para a renegociação das margens consignáveis daqueles que contam com empréstimos. Para conseguir o refinanciamento, conforme explicou Sheila, é necessário que a pessoa tenha pagado 30% do primeiro empréstimo adquirido.
- Para exemplificar, vamos fazer a seguinte contagem: a pessoa começa a pagar a 36ª parcela do empréstimo que ela pegou, quando chegar a 25ª ela resolve renegociar o empréstimo. Assim, ela volta a pagar a 36ª parcela, no mesmo valor do anterior, mas pode pegar uma quantia a mais, conforme permite sua margem - explicou Sheila.
Conforme ela, nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro a procura por empréstimos e refinanciamentos aumentou 50% com relação aos meses anteriores. “Em novembro a procura caiu 80%, já que muita gente recebe 13º salário. Agora, a margem de muita gente vai aumentar depois de junho deste ano, assim que o salário mínimo aumentar. Até que isso aconteça, o jeito é refinanciar”, finalizou.

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