Funil aumenta vazão e Paraíba transborda em várias cidades
Enxurradas do Bananal contribuem para a elevação do Rio; em Barra do Piraí, casas são inundadas pelo Piraí Sul Fluminense
Volta Redonda e Barra Mansa entraram ontem em estado de atenção, em conseqüência do aumento da vazão da Represa do Funil, na divisa dos estados do Rio e São Paulo, em Itatiaia, e da enchente do Rio Bananal, em Barra Mansa. A vazão da represa está acima dos 550 mil metros cúbicos de água por segundo, para manter o reservatório com sua capacidade de segurança de 76% de ocupação. A quantidade de água que chega à represa do lado paulista do Rio Paraíba e a mesma que está saindo pelas duas comportas.
Em Volta Redonda, o Paraíba vaza entre Niterói e Aterrado, e alaga as pistas das avenidas Almirante Adalberto de Barros Nunes e Beira-Rio, no trecho que passa debaixo das pontes que ligam os dois bairros. O rio também ameaça transbordar nos bairros Barreira Cravo, São Luiz e Dom Bosco. As águas já chegavam nos fundos das casas ribeirinhas, no bairro Califórnia, em Barra do Piraí. Segundo a administração do Funil, o nível do Paraíba está sendo monitorado nas cidades abaixo da represa.
BARRA DO PIRAÍ - Um temporal de pouco mais de meia hora causou estragos em Barra do Piraí, que teve ruas destruídas no bairro Maracanã. Uma casa caiu parcialmente depois de ser atingida por uma enxurrada de 1,70 metro de altura. A moradora Elizabeth Aparecida da Silva, de 35 anos, e um filho de colo foram salvos por um vizinho. Centenas de casas foram inundadas no Bairro Roseira.
Em Barra Mansa, os moradores de áreas como o bairro Vista Alegre, Vila Maria, Saudade e da Rua Eduardo Junqueira, na Estamparia, estão em alerta com a possibilidade do Rio Paraíba continuar a aumentar o nível. Ontem pela manhã, o afluente chegou a atingir 3,87 metros de profundidade, sendo que, de acordo com informações da Defesa Civil, o nível máximo para alerta é o de 4,50. Ontem, vários quintais de casas localizadas na Rua A, na Vista Alegre já estavam tomados pelas águas do rio, que também atingiu casas na Argemiro de Paula Coutinho. “O rio ficou durante toda a semana dentro do quintal”, disse o pedreiro José Alberto Barbosa, de 48 anos
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