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Personagem da Semana
Alma lavada e corpo em evidência

Rita Guedes conquista o público após a transformação de sua
personagem em “Alma Gêmea” e vai ser capa da “Playboy”
Luiza Dantas/CZN
Diário OnLine
Quando decidiu aceitar o papel da interesseira Kátia, em “Alma Gêmea”, Rita Guedes já estava preparada para a reação do público. Mãe solteira e exploradora de homens, a personagem tinha tudo para despertar a ira dos telespectadores. Entretanto, na reta final da novela, a atriz não tem do que reclamar. Afinal, Kátia passou por um reviravolta e, sem descer do salto agulha, transformou-se em uma pessoa mais humilde e finalmente se rendeu ao amor do caipira Crispim, vivido por Emílio Orciollo Netto. Para Rita, a mudança da “Anja” foi fundamental para a conquista do público. “Depois do tempo que passou no sítio, ela aprendeu a valorizar as coisas simples”, avalia a atriz.
Com o final marcado para o dia 11 de março, “Alma Gêmea” significou um verdadeiro sucesso para a Globo. Destaque do elenco, Rita já pode perceber bem o significado disso. “Devo assinar meu contrato definitivo com a Globo esta semana”, confidencia ela, que não poupa os elogios ao falar de Walcyr Carrasco e Jorge Fernando, respectivamente autor e diretor da trama das seis. “O texto do Walcyr é maravilhoso, e o Jorge é um diretor muito sensível”, avalia.
Paralelamente às últimas gravações da novela, Rita reservou um tempo para se preparar para o Carnaval carioca. Este ano ela é rainha de bateria da Renascer, escola de samba de Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio de Janeiro, que desfila pelo Grupo de Acesso. Apaixonada pela folia, ela se comprometeu com a escola após uma visita à quadra. “Eles são muito unidos. É uma tremenda responsabilidade. A bateria é o coração do desfile”, explica. Para não fazer feio durante os oitenta minutos de Marquês de Sapucaí, ela teve aulas com o consagrado dançarino Carlinhos de Jesus. “Ele me coreografou. Estou muito honrada e segura para o grande momento”. Além disso, ela intensificou a corrida e a alimentação. “Não como doces nem frituras”, ensina.
Mas seus esforços para manter a boa forma não ficarão restritos ao Sambódromo carioca. Aos 34 anos, Rita comemora o bom momento profissional com um ensaio para a revista masculina “Playboy”, no estilo Anos 20, que deve ir às bancas em março. Após 14 anos recusando insistentes convites, ela cedeu aos normalmente bem remunerados apelos da revista masculina e posou para as lentes do fotógrafo Luiz Cirino, uma escolha pessoal. “Se recusasse esta proposta seria burra”, simplifica.

P - Como você avalia a trajetória de Kátia em Alma Gêmea?
R - Acho que ela caiu no gosto do público porque passou por uma transição real, que não aconteceu de uma hora para a outra. No início da trama, ela era reprimida por causa da filha e da relação com o pai. Mas depois que passou a morar no sítio, ela mudou definitivamente os conceitos. E o amor do Crispim durante a novela toda foi, sem dúvida, um fator determinante para que ela aceitasse esta mudança.

P - Sua carreira é marcada por personagens sensuais. Você não tem vontade de subverter esta situação?
R - Não tenho preconceitos, mas não gostaria de ficar limitada a apenas um tipo de personagem. E a Kátia, apesar de ser muito sensual, faz isso sem ser vulgar. Ela é uma exceção, diferente de todas as outras personagens que já fiz. Ela não força, não é falsa. Mas eu gostaria muito de interpretar algo bem diferente.

P - Você não acha que posar nua pode contribuir para esta imagem de mulherão que você quer evitar?
R - Acho que não. Afinal estamos no Século XXI. Antigamente a “Playboy” servia como um veículo de autopromoção, mas hoje ela não funciona mais para alavancar carreiras. Quem faz a revista não quer necessariamente se transformar em símbolo sexual. Isso é uma idéia do passado. O que eu tinha que provar como atriz já provei.

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