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Em Foco Sem firulas
Estréia de “Cobras & Lagartos”, nova novela das sete da Globo
Márcio de Souza/divulgação
 Cuoco, ator volta a ser protagonista Depois da vanguardista e malsucedida “Bang Bang”, a Globo perdeu a vontade de inventar. Por isso, foi buscar o autor que teve o melhor desempenho no horário das sete nos últimos tempos para fazer a substituta. Menos de dois anos depois de ter assinado “Da Cor do Pecado”, João Emanuel Carneiro volta ao horário com “Cobras & Lagartos” nesta segunda, 24. Só que as expectativas desta vez são bem maiores. Ele é encarado na emissora como a maior promessa entre os novos autores. “Já fui o autor que deu 43 de média e 52 de pico no horário. Se isso vai se repetir só astrologia dirá”, esquiva-se. João Emanuel pretende fidelizar o espectador com um folhetim clássico, com muito humor e correria. Em “Cobras & Lagartos”, vilões e mocinhos serão muito bem marcados, o elenco está repleto de gente jovem e a trama vai tentar atiçar a curiosidade com a eficiente pergunta “Quem matou?”.
Apesar do otimismo comum a toda estréia, “Cobras & Lagartos” já chega acompanhada de protestos do diretor geral, Wolf Maya - por conta da estar entrando no ar um mês antes do previsto. “Trabalhei com três datas. Imagina como estou”, reclama Maya. A protagonista, Mariana Ximenes, que vive a doce Bel, só pôde entrar em estúdio dias antes de estrear por conta da participação em “JK”. “Tive 20 dias para gravar as 186 cenas dela”, conta. Passada a correria inicial, todos estão muito conscientes da missão que têm a cumprir daqui para a frente. “Não existe estratégia para trazer de volta o público que migrou. Mas a novela tem tomadas diferentes, muita gente bonita e o elenco de verdadeiros atores”, enumera o diretor.
Para contar a história de “Cobras & Lagartos”, foi reunido um time de rostos bem conhecidos, mas em situações novas. Caso de Carolina Dieckmann, que faz sua primeira vilã na televisão. Como Leona, uma mulher perversa e louríssima, ela vai infernizar a vida da prima Bel. Tudo para conquistar a fortuna de Omar, vivido por Francisco Cuoco.
Omar é um homem empedernido e solitário. Veio de baixo e amealhou um império, encabeçado pela Luxus, a maior loja de departamentos do país. E é em torno dele que as cobras e os lagartos tentam se instalar, ávidos por lhe darem uma rasteira. “Tudo o que Leona quer é a fortuna do tio. Ela é rápida e esperta”, descreve Carolina, que ao lado da mãe Milu, feita por Marília Pêra, distribui veneno por onde passa. Já Bel, a única herdeira do ricaço, tem personalidade forte, mas é ingênua. Tanto que é enganada pela prima e pelo noivo Estevão, interpretado por Henri Castelli. “É uma personagem muito interessante. Ao mesmo tempo em que é doce, é amargurada pela perda dos pais”, descreve a atriz.
A beleza e a riqueza potencial de Bel despertam a atenção de muitos personagens. Entre eles de Duda, interpretado por Daniel de Oliveira. O moço é bom caráter, empreendedor e por ele passam os maiores questionamentos dessa história. Duda também é o responsável por amolecer o coração de Omar. A um passo da morte, o empresário quer descobrir no curto tempo que lhe resta quem são seus verdadeiros inimigos. Para isso, transforma-se em Pereira, um humilde faxineiro da Luxus, que vai interagir com Duda e com as pessoas que o cercam, moradores do Saara, zona de comércio popular no Centro do Rio.
Como não poderia deixar de ser, o milionário será assassinado e o que não vai faltar é suspeito. Com isso, João Emanuel pretende levantar além da questão clássica , a reflexão dos valores hoje dispostos na sociedade.
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