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Retrato Falado Entre a cruz e a estrela
Vitor Morosini aprendeu conceitos básicos do judaísmo para viver o Isaac de “Belíssima” Luiza Dantas/CZN
 Vitor Morosini: “Para ser ator, já dei os primeiros passos” Não é segredo para ninguém que adolescência é uma fase de conflitos. No amor, na escolha profissional, na postura a ser assumida diante da sociedade e, em muitos casos, no que diz respeito à religião. É justamente neste último ponto que o jovem Vitor Morosini tem de convencer ao interpretar o Isaac em “Belíssima”, um jovem que viveu o conflito de escolher a religião do pai, o judeu Freddy, de Guilherme Weber, ou a da mãe, a católica Safira, vivida por Cláudia Raia. “Tive um mês e meio de aula para aprender os conceitos básicos da religião, já que ele optou pela sinagoga”, diz o ator, de ascendência católica italiana.
Agora, as dores de cabeça do rapazinho se voltam para tentar unir novamente os pais, já que Freddy ainda nutre amores pela grega fogosa. Tantos desentendimentos familiares só poderiam conferir ao personagem um dose de rebeldia. “É um grande aprendizado, porque o Isaac sempre tem alguma questão para resolver”, avalia. Para o ator de 16 anos, que até então só havia feito participações em tramas como “Jamais Te Esquecerei” e “A Pequena Travessa”, do SBT, e no extinto seriado “Sandy & Júnior”, contracenar com atores como Lima Duarte e Irene Ravache, contribui ainda mais para o crescimento na profissão. “Sou muito autocrítico. Sempre acho que tenho de falar mais devagar, nunca fico satisfeito”, completa.
A autocrítica tende a se tornar uma importante aliada quando Vitor ingressar na Faculdade de Artes Cênicas, que ele pretende cursar tão logo termine o ensino médio. Mas o ator confessa que só largaria câmaras e “sets” de gravação pela oportunidade de ter nas mãos o manche de uma aeronave. “Gostaria muito de ser piloto. Mas sei que teria de estudar bastante. E, para ser ator, já dei os primeiros passos”, encerra, com um tom de incerteza típico da adolescência.
Nome - Vitor de Ávila Morosini.
Nascimento - 19/06/1989, em São Paulo.
Na tevê - “‘Programa do Jô’, ‘Vídeo Show’ e ‘Belíssima’”.
Ao que não assiste na tevê - “Programas que mostrem discussões familiares, como ‘Casos de Família’”.
Nas horas livres - “Pratico esportes, como vôlei e futebol”.
No cinema - “Kill Bill”, de Quentin Tarantino.
Música - “Jumping Jack Flash”, dos Rolling Stones.
Livro - “Harry Potter e A Pedra Filosofal”, de J.K. Rowling.
Prato predileto - “Arroz, feijão, bife e salada de alface e tomate”.
O melhor do guarda-roupa - “Uma camiseta branca florida”.
Perfume - Kayak, da Natura.
Mulher bonita - Julia Roberts.
Homem bonito - Reynaldo Gianecchini.
Cantor - Rogério Flausino.
Cantora - Alanis Morissette.
Ator - Tony Ramos.
Atriz - Cláudia Abreu.
Escritor - Maurício de Sousa.
Arma de sedução - “O olhar”.
Programa de índio - “Ir ao shopping e não comprar nada”.
Melhor viagem - “Para Ilhabela, em janeiro de 2005, com minha mãe e minha irmã”.
Sinônimo de elegância - “Educação”.
Melhor notícia - “Saber que passei no teste para ‘Belíssima’”.
Inveja - “De quem é craque no futebol”.
Ira - “Dormir ao lado de alguém que ronque”.
Cobiça - “Uma cobertura de frente para a praia”.
Luxúria - “Mulher com vestido decotado”.
Preguiça - “Sou preguiçoso. Só acordo cedo quando é preciso”.
Vaidade - “Com o meu cabelo. Lavo, passo gel, e seco para diminuir o volume”.
Mania - “Roer unha”.
Filosofia de vida - “Viver da melhor maneira possível, respeitando o corpo e mantendo a mente sadia”.
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