Gotardo anuncia concurso público para a Educação

Preço do pacote pode ter feito turistas desistirem de ir à Copa

Campanha Salarial
Sindicato dos Metalúrgicos recusa contraproposta da CSN

Vendas para Dia das Mães devem aumentar em 10%

Visite o Diário em
tempo real
para ler
as últimas notícias

Campanha Salarial
Sindicato dos Metalúrgicos recusa
contraproposta da CSN


Empresa ofereceu 1% de aumento real e R$ 1 mil
de abono salarial, além de R$ 3 mil para renovação do turno

Felipe Vieira
Diário OnLine
Sem acordo: Perrut deu um prazo até terça-feira
para a CSN apresentar a terceira proposta

Volta Redonda

O Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense recusou ontem a nova contraproposta da CSN. A companhia ofereceu um aumento real de 1% mais o INPC (Índice Nacional do Preço ao Consumidor) amplo e R$ 1 mil de abono. A CSN propôs ainda a renovação, por mais dois anos, do acordo que estabelece o turno de revezamento de oito horas, em troca de uma gratificação de R$ 3 mil por empregado.
A proposta foi feita ontem durante a reunião entre a comissão de negociação do Sindicato dos Metalúrgicos, liderada pelo presidente de entidade, Carlos Perrut, e o grupo de negociação da CSN, liderado pelo Gerente Geral de Relações Industriais da CSN, Leonardo Vince Júnior. Esta foi a segunda proposta apresentada. A primeira foi feita em março passado.
- Recusamos e demos um prazo até terça-feira (dia 16 de maio) para a CSN apresentar uma nova proposta - disse Carlos Henrique Perrut, presidente do sindicato, que não falou sobre possível movimento grevista. “Vamos esperar até terça”, resumiu.
A CSN informou, em nota à imprensa, apenas que “a empresa buscou apresentar uma proposta que contempla um aumento real aos trabalhadores”, diz a Assessoria de Comunicação Social da empresa. A Companhia não comentou a recusa do sindicato e nem que se vai apresentar outra contraproposta na próxima terça-feira. Na semana passada, Perrut havia afirmado que qualquer oferta da empresa seria colocada em assembléia para os trabalhadores decidirem.
- Recusamos na mesa de negociação. Queremos pelo menos um aumento real de 3% para os trabalhadores - disse Perrut.
Nesta nova contraproposta, a Companhia retirou a complementação da PLR de 2005, que seria de R$ 1,5 mil para os funcionários que têm o salário até R$ 2 mil. Para aqueles que ganham a partir de R$ 2 mil, a antecipação seria de R$ 2 mil. Pela antiga proposta, que já foi recusada no início do mês, os trabalhadores ganhariam, no mínimo, R$ 2,5 mil e, no máximo, de R$ 6 mil. Na proposta de ontem, que o sindicato recusou na mesa, os valores passaria para, no mínimo, de R$ 1 mil e, no máximo, R$ 4 mil.
DÍVIDA - Segundo Perrut, a proposta da equalização das dívidas, via CBS, dos trabalhadores foi mantida pela empresa. Por esta proposta, os funcionários poderiam pegar empréstimo com CSB, com juros abaixo do mercado financeiro. O número de prestações, que seriam descontadas em folha, dependeria do valor da dívida, segundo a proposta.


Três terceirizadas da Volks param produção por duas horas

Três empresas terceirizadas da Volkswagen paralisaram a produção ontem pela manhã por duas horas, das 6 às 8 horas. São elas: Union-Manten; Delgo; e Rooster. Ao todo, mais de 920 trabalhadores aderirem ao movimento, segundo o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense, Sidicley Araújo, o DiBruço.
Na Delgo, os trabalhadores pedem que haja uma redução no ritmo da produção e a inclusão de mais seis funcionários em três etapas da produção, o que foi atendido pela empresa. Já na Rooster 40 bombeiros fizeram a paralisação porque estão com o salário atrasados 11 dias. A empresa garantiu que pagamento será feito hoje. “Se eles não pagarem, vamos fazer outra paralisação”, disse Dibruço.
No caso da Union-Manten, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, o protesto é contra uma possível troca de nome da empresa. Até o final desta edição, a equipe de reportagem não havia confirmado a informação com a direção da empresa.

Alto


© Empresa Jornalística Diário do Vale Ltda. Todos os direitos reservados