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Pérola Faria estréia na tevê como a Giselle de “Páginas da Vida”
Pedro Paulo Figueiredo/CZN
 Pérola Faria: A Giselle de “Páginas da Vida” Pérola Faria sempre foi uma criança tímida. Sua inibição era tanta que, aos sete anos, a mãe, preocupada em fazer com que a filha aprendesse a “colocar as emoções para fora”, a matriculou em um curso de teatro. Foi o bastante para que, menos de um ano depois, Pérola definisse a profissão que gostaria de seguir para o resto da vida. Depois, aos nove, começou a ter aulas de balé. Agora, aos 15, com uma timidez menor que a da infância mas ainda perceptível em sua personalidade, a aspirante a atriz tem a chance de exteriorizar inesperadas emoções. Tudo por conta de Giselle, personagem que interpreta nesta segunda fase de “Páginas da Vida” e que foi vivida na primeira fase pela também estreante Rachel de Queiroz. “Estou muito nervosa porque o elenco é muito bom e eu, inexperiente. Vou aprender muito”, espera a adolescente.
Grande parte dos problemas da personagem vem da conturbada relação com a mãe, Anna Maria, interpretada por Deborah Evelyn. Desde a infância, a bailarina frustrada obrigava a filha a dançar balé e viver à base de rigorosas dietas. Tamanha cobrança fez com que a menina desenvolvesse bulimia - distúrbio alimentar em que a pessoa come compulsivamente e provoca o próprio vômito em seguida. “Conheci na Internet uma mulher com bulimia e anorexia, que me mandou um e-mail contando a história dela. É muito triste”, avalia a atriz. Já adolescente, Giselle se apaixona perdidamente pelo vizinho pianista, Luciano - personagem do também estreante Rafael Almeida. A partir daí, curiosamente, Giselle toma gosto pela dança. “Ela se apaixona primeiro pela música dele. O que eles vão viver é um amor puro”, define a carioca, que cursa a sétima série do Ensino Fundamental.
O tal amor puro, típico dos adolescentes, é uma das apostas de Manoel Carlos para a segunda fase da trama. Assim como a própria Pérola. A atriz foi escolhida através de vários testes, não só de interpretação, mas de balé. Neste, aliás, ela saiu arrasada, convicta de que não seria aprovada. “Havia uma bailarina do Teatro Municipal e uma professora de dança concorrendo. Achei que não teria chance”, explica. Mas coube ao próprio Maneco dar a palavra final e apostar na iniciante. Afinal, apesar de ter de convencer com a sapatilha no pé, a moça foi avaliada principalmente pela atuação. “Não quero que pensem que sou uma bailarina que quer ser atriz. Sou uma atriz que dança balé”, avisa.
Mas a preocupação em convencer em frente às câmaras não impediu que Pérola intensificasse a dedicação ao balé. Ela passou a ter, ao invés de duas, cinco aulas por semana com Inês Pedrosa, coordenadora da escola de Ana Botafogo. Na trama, Ana - primeira bailarina do Teatro Municipal do Rio de Janeiro há 25 anos - vive a professora de balé de Giselle, Elisa. “Aumentar as horas de aula já me fez melhorar muito”, observa.
Dedicada estudante de teatro desde pequena - ela contava os dias entre uma e a próxima aula -, Pérola já participou de montagens amadoras de peças como “Mary Poppins”, em 2003, e de alguns curta-metragens, como “Um Dia de Van”, de Márcio Augusto. Caso a estréia na televisão seja bem-sucedida, a jovem já sonha em fazer um papel bem diferente do atual. “Quero muito interpretar uma vilã. É muito comum atores viverem tipos malvados e, a partir daí, terem seu talento verdadeiramente reconhecido”, almeja, ainda revelando vestígios da mesma timidez que a “empurrou” para a interpretação.
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