Capítulos das novelas

Teletema
Com gostinho de Brasil

Personagem da Semana
Menina má

TV Pop
Nos bastidores da TV

Aspas
O que os famosos dizem

Corpo em Evidência
Passo a passo

Retrato Falado
Passos obstinados

Em Foco
Sabor de estréia

Nome Próprio
Sorte de principiante

Outras Paradas
Traços da personalidade

Visite o Diário em
tempo real
para ler
as últimas notícias

Personagem da Semana
Menina má

Miriam Freeland vive sua primeira vilã em “Bicho do Mato”

Luiza Dantas/CZN
Diário OnLine
Estréia: Miriam Freeland faz sua primeira vilã,
a Ruth de “Bicho do Mato”, da Record
Desde março, Miriam Freeland se preparava para viver Tatiana, uma hippie em “Cidadão Brasileiro”. A atriz do “casting” da Record entraria na terceira fase da trama de Lauro César Muniz, gravada em São Paulo. No entanto - depois de um pedido pessoal de Edson Spinello, diretor de “Bicho do Mato”, a Lauro César -, a mocinha foi liberada para dar vida a Ruth, a antagonista da trama das sete ambientada nos estúdios do Recnov, centro de produção carioca da Record. Ruth é uma garota cínica e invejosa, que vive para infernizar a vida da prima Cecília, a protagonista vivida por Renata Dominguez. “Ainda não vi o lado bom dela, não sei nem se existe. A Cecília tem tudo o que ela gostaria de ter, os namorados, a vocação”, analisa Miriam, que festeja a primeira vilã de sua carreira.
Além da oportunidade de interpretar suas primeiras malvadezas, este também é o primeiro papel contemporâneo de Miriam, depois de cinco anos atuando em novelas de época, como “O Cravo e a Rosa”, de 2000, “Esperança”, de 2002, “Um Só Coração”, de 2004 - todas da Globo -, e “Essas Mulheres” de 2005, já na Record. Segundo ela, esta é a chance para que o público a veja longe dos espartilhos e dos apliques de cabelo. “Sei que me associam a um tipo de papel, o de época. Estou na expectativa para convencer de que minha vilã é uma vilã, com a minha cara”, torce Miriam.
A principio, Ruth seria mais uma vilã da série “sexy-platinada”, a exemplo da Leona, de “Cobras & Lagartos”, da Globo, vivida por Carolina Dieckmann. Mas para fugir da competição e do estereótipo, Miriam emagreceu quatro quilos e tingiu levemente os cabelos de vermelho. “Ela é uma menina. Tem uma ingenuidade da idade. Não cabia dar a ela um ar sensual, porque ela não é nada disso”, justifica Miriam, que recorreu a filmes como “Ligações Perigosas” e “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças” para captar a essência da vilãzinha. “Quis buscar outros temperamentos que não o maligno”, revela.
Depois de um mês no ar, Miriam já sente quase na pele as maldades de Ruth. Moradora do Jardim Botânico, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro, a atriz freqüentemente escuta comentários do tipo “você é muito safada”, e “melhor amiga de araque”, vindos principalmente de senhoras. “Sei que eles têm carinho por mim. Mas me preparo para ser agredida”, vibra.

P - Qual foi o seu trabalho de composição para que a Ruth não caísse no estereótipo das vilãs?
R - Em primeiro lugar, quis fugir daquele visual louro fatal, cheio de “caras e bocas” e olhar sedutor com “closes” para a câmara, pois acho cafona e batido. Como ela ainda é uma universitária, quis emprestar a ela uma juventude, um humor negro, uma ironia, um deboche típico de gente desta idade. Ela gargalha de tudo, fica até cômica às vezes. É uma brincadeira que eu vou propor ao público, para seduzir o telespectador.

P - Há muito tempo que você só faz trabalhos de época. Sentiu alguma dificuldade na composição de um personagem contemporâneo?
R - Para mim, fazer um personagem de época é menos complicado. Pois eu tenho onde buscar referências, estudos, comportamento da mulher naquele período. Além disso, há as roupas, os figurinos, tudo transporta o ator para aquela época. O personagem cotidiano exige que você busque referências cotidianas, parta do seu próprio registro de vida. Mas ao mesmo tempo, interpretar uma vilã me dá uma teatralidade fantástica.

P - É a primeira vez que você trabalha com o seu marido, o diretor e ator Roberto Bontempo. Como está sendo a experiência?
R - As primeiras cenas que gravei foram dirigidas por ele. Acho muito interessante, pois nós somos muito amigos e cúmplices. A tensão foi natural, fiquei nervosa como ficaria com qualquer diretor, afinal, era o primeiro contato que eu estava tendo com a Ruth. Foi realmente uma surpresa para mim, pois quando ele foi convidado para a novela eu nem sabia que iria fazer parte dela também.

< Alto >


© Empresa Jornalística Diário do Vale Ltda. Todos os direitos reservados