Greve na Bolívia ainda ameaça fornecimento de gás ao Brasil

Clima Mundial
Temperatura aumentará até 4 graus

Visite o Diário em
tempo real
para ler
as últimas notícias

Greve na Bolívia ainda ameaça
fornecimento de gás ao Brasil


La Paz

O governo boliviano se esforçava ontem para controlar a greve cívica no povoado oriental de Camiri, que depois de cinco dias em greve bloqueou o trânsito de passageiros e carga com o norte argentino e ameaça tomar os campos de gás, o que pode afetar o fornecimento ao Brasil.
O povoado de Camiri, 1.200 km ao sudeste de La Paz e um vínculo importante entre a rica província de Santa Cruz e o norte argentino, exige que o governo do presidente Evo Morales determine que a região, possuidora de grandes reservas de gás, se beneficiará com a industrialização e com o fortalecimento institucional da empresa estatal de petróleo YPFB.
O vice-presidente Álvaro García pediu ontem para os líderes civis dialogarem no povoado fronteiriço de Yacuiba, no sudeste da Bolívia. O dirigente dos grevistas Mirko Orgaz afirmou que aceitou o convite, mas que a reunião deve ser em Camiri. Sem um diálogo a curto prazo, os líderes do comitê de greve exigiram nesta sexta-feira que os empregados das filiais das petrolíferas Repsol (Espanha) e British Petroleum (Grã-Bretanha), que operam campos gasíferos, não entrem em suas fábricas.
A suspensão das operações dos campos petrolíferos, já militarizados pelo governo de Morales, afetaria uma parte das exportações de gás para o Brasil, que consome diariamente cerca de 27,7 milhões de metros cúbicos de gás (MMCD). O governo advertiu que não tolerará a tomada dos campos petrolíferos porque o prejuízo não é apenas para a região, mas para todo o país, segundo o porta-voz do poder Executivo, Alex Contreras.

< Alto >


© Empresa Jornalística Diário do Vale Ltda. Todos os direitos reservados