Secretaria encontra dificuldades na compra de remédios garantidos por lei
Alguns tipos de medicamentos não estão sendo distribuídos há quase três meses Barra Mansa
Ainda que seja uma medida obrigatória, determinada por liminar judicial, a Secretaria de Saúde está encontrando dificuldades para distribuir alguns tipos de medicamentos para pacientes que tiveram o benefício garantido pela Justiça. Atualmente, o município é responsável em manter, por meio de mandados judiciais, o repasse dos remédios a 865 pacientes. Isso representa um custo mensal de cerca de R$ 90 mil para a Secretaria de Saúde, que garante não ser “generalizado” o problema da falta de alguns medicamentos para tratamentos especiais e de alto custo.
- São apenas poucos casos que estão ocorrendo porque não estamos encontrando o remédio para comprar, pelo fato de pertencerem a algum laboratório importado, ou por serem distribuídos por fornecedores exclusivos - explicou o gerente administrativo da Secretaria de Saúde, Marcelo Tavares Silva, ressaltando que ontem mesmo fez o atendimento de uma paciente que foi procurar por um desses remédios. “Está sendo difícil encontrar o que ela precisa. Há cerca de três meses estamos tentando efetuar a compra do medicamento”, disse Silva.
De acordo com o gerente, por ser considerada uma “desobediência” judicial, a Secretaria de Saúde comunica aos juízes que expedem os mandados a dificuldade de compra e a relação dos remédios que não estão sendo distribuídos. “Têm casos em que apresentamos o processo de licitação e compra, mas não aparecem laboratórios para vender o remédio”, ressaltou Silva, acrescentando que os mesmos também não podem ser encontrados em farmácias comuns.
Conforme explicou o gerente administrativo, o repasse dos remédios é feito para pacientes com problemas que vão desde crise renal crônica, transplantados, e até enxaqueca.
Segundo Silva, os mandados judiciais também favorecem a distribuição gratuita de medicamentos mais simples, tais como AAS, soro fisiológico e Dipirona, que podem ser encontrados nas farmácias Municipal e Popular sem a necessidade de processos judiciais.
“Para se ter idéia, uma cartela de AAS, com 30 comprimidos, vendida na Farmácia Popular, pode ser comprada por 30 centavos e, na Farmácia Municipal, sem custo algum”, disse Silva, salientando que muitos processos judiciais para esses casos são contra o governo do Estado, que repassa a responsabilidade para o município. |