Ceat inaugura novas instalações
Portadores de necessidades especiais terão oficinas de capacitação
Paulo Dimas
 Capacita: Novas oficinas do Ceat serão de pano, papel, artesanato, cozinha, plantas e arte Luís Cláudio Hermógenes Barra Mansa
Promover a inclusão social e garantir uma oportunidade no mercado de trabalho. Com esse objetivo, a prefeitura de Barra Mansa inaugura esse mês as novas instalações das oficinas profissionalizantes do Ceat (Centro de Atendimento à Pessoa Portadora de Necessidades Especiais), no bairro Estamparia. A unidade atinge as áreas de deficiência - física, mental, auditiva e visual - com atendimento pedagógico educacional e clínico.
De acordo com o prefeito Roosevelt Brasil (PMDB), a inclusão social é uma das grandes preocupações do município. Por conta disso, as oficinas vêm atender a necessidade de capacitar o portador de necessidades especiais para entrar no mercado de trabalho e também para ser capaz de gerar a própria renda.
- Dessa forma, estamos investindo não só na geração de renda, mas também na valorização do ser humano, na sua auto-estima. Esse trabalho mostra à sociedade e ao próprio portador de deficiência, muitas vezes discriminado, sua capacidade de contribuir com a comunidade em que ele vive - ressaltou Roosevelt.
A coordenadora pedagógica do centro, Sônia Coutinho, explicou que as novas oficinas serão de pano, papel, artesanato, cozinha, plantas e arte. Alguns trabalhos já eram desenvolvidos no próprio Ceat e nas escolas onde há o atendimento aos portadores de necessidades especiais, mas agora serão reunidos em um só local. “Dessa forma, o aluno pode se interessar e participar de mais de uma oficina”, disse ela. Sônia disse ainda que, a partir do interesse e da habilidade dos alunos, poderão ser implantadas também as oficinas de madeira e silkscreen.
- Nossa preocupação é com o futuro dos portadores de necessidades especiais, sobre como vão se manter, principalmente as crianças. Eles serão preparados para trabalhar em empresas e também com atividades que gerem renda, como o artesanato e a culinária. O que for produzido nas oficinas será comercializado e a renda, dividida entre os alunos - explicou Sônia, lembrando que empresas com mais de 100 funcionários devem ter pelo menos 3% do seu quadro preenchido por portadores de necessidades especiais.
Ceat atende 800 pessoas por mês
O Ceat existe há 37 anos e, atualmente, faz uma média mensal de 800 atendimentos em sua sede e nas unidades escolares, a portadores de necessidades especiais do município.
Com equipe formada por pedagogos, professores especializados, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicopedagogos, médico e dentista, o Ceat conta com as seguintes modalidades de atendimento: salas de recursos - 50 turmas, na sede do centro e em 34 escolas; classes especiais - voltadas para alunos com deficiência auditiva, visual, mental ou múltipla deficiência; e as oficinas.
Além de atender pessoas com deficiência auditiva, visual e mental, o Ceat também trabalha dificuldades acentuadas de aprendizagem, deficiência educacional e educação precoce. Outra atividade do centro é o trabalho de reinserção nas escolas de crianças e adolescentes que, por conta de problemas familiares, não têm uma vida escolar continuada. “Essas crianças entram e saem dos colégios, o que causa atraso escolar, que motiva a necessidade dessa readaptação. São casos que chegam até nós através do Ministério Público e do Conselho Tutelar”, explicou Marice de Paula Lourenço, assessora pedagógica do Ceat.
Marice, que também é presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa Portadora de Necessidades Especiais, conta que o conselho está fazendo um trabalho de levantamento dos portadores de necessidades especiais do município, para que seja elaborado um cadastro. “Estamos fazendo o cadastramento por bairros e acreditamos que dessa forma vamos chegar a um número mais próximo possível da realidade”, completou.
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