Projeto vai coletar novas amostras do Paraíba do Sul
Análise vai mostrar nível de coliformes totais e fecais do rio; resultado sai em 10 dias
Paulo Dimas
 Resultado: Na última analise, o ponto de maior poluição está na altura do bairro Estamparia Barra Mansa
O projeto “Cura d’água” vai coletar na próxima segunda-feira, dia 18, amostras do Paraíba do Sul para analisar o índice de coliformes totais e fecais do rio. Esta será a primeira vez no ano que o projeto coletará o material para análise. O projeto é uma parceria do Centro Universitário de Barra Mansa (UBM) e a Associação dos Canoeiros e Defensores da Natureza (ACDN).
As informações foram dadas ontem pelo presidente da ACDM, Sérgio Coelho dos Santos, que é responsável pela locomoção dos acadêmicos ao rio. Segundo ele, depois da coleta, o resultado dos exames deve sair, no máximo, em 10 dias. “Posso adiantar que o resultado não será bom. A vazão do rio está muito baixa. Existem pontos que têm menos de um metro de profundidade”, disse Coelho, acrescentando ainda que a pesca no rio é praticamente impossível.
O projeto “Cura d’água” percorre 20 quilômetros do Paraíba - do bairro Ponte Alta, em Volta Redonda, até Floriano, distrito de Barra Mansa. O trecho é dividido em 11 pontos de coleta. Pelo último levantamento, o ponto mais crítico era o 9 (na altura do bairro Estamparia, em Barra Mansa), analisado em dezembro do ano passado. Naquele período, o ponto registrou 280 mil coliformes totais e 220 fecais por 100 mililitros de água, sendo que o recomendado pelo Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) é de cinco mil de coliformes totais e mil de fecais pela mesma quantidade de água.
- Deu uma melhorada, mas os números ainda são alarmantes - disse Roberto Silva, diretor de Meio Ambiente da Associação de Canoeiros.
Em janeiro de 2006, o índice no mesmo local chegou a atingir 1,6 milhão de coliformes totais e outro 1,1 milhão de coliformes fecais. Roberto Silva explica o alto índice no ponto 9: “Neste ponto, é onde deságua o Rio Barra Mansa. Ou seja, o rio é uma verdadeira vala negra”, disse Roberto Silva.
As biólogas do UBM coletam três amostras de águas em cada um dos 11 pontos determinados: na margem direita, na esquerda, e no centro do rio. “Eles coletam as amostras a 25 centímetros de profundidade”, contou Sergio Santos, presidente da Associação dos Canoeiros.
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