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Exercícios ajudam na função emocional

Segundo médico, prática de atividade física auxilia
na recuperação de pessoas com problemas emocionais
Divulgação
Diário OnLine
Cuidados: Walter diz que, com o avançar da idade,
perdas de massa muscular são óbvias
Todos nós já vimos como as emoções das competições esportivas mexem conosco. Todos já vimos como as respostas afetivas são alteradas pelas provas competitivas. Um jogador, por exemplo, pode estar animado num momento e arrasado no instante seguinte, não importando se é um campeonato oficial ou se é um simples futebol de domingo entre amigos. De modo semelhante, segundo o médico gerontólogo Walter Luiz Fonseca, ocorrem respostas emocionais em todos os exercícios, como correr, nadar ou mesmo dançar.
Segundo ele, com o avançar da idade, as perdas de massa muscular, força, resistência física, flexibilidade e coordenação são óbvias e inevitáveis. O estado de saúde se torna mais fraco, com doenças mais freqüentes e mais graves, que exigem períodos mais longos de recuperação.
Outras perdas comuns, com a idade, são as mortes de amigos e parentes. Com o passar da idade, essas mortes começam a ocorrer com mais freqüência, podendo atingir um estado de luto contínuo e que os parentes não conseguem resolver.
Outro tipo de perda é a aposentadoria. Com a perda da auto-identidade relacionada com a sua antiga ocupação, ao fato de não mais ter emprego, a diminuição do rendimento e a nova situação de dependência da família.

Suicídios

Uma complicação extra que aparece entre os idosos é o problema do suicídio, sempre assustador. As perdas faladas antes são inevitáveis, com depressão quase certa. O número de suicídios entre pessoas com mais de 65 anos dobra em relação aos que têm menos idade. Há, entretanto, uma outra forma de suicídio mais difícil de ser diagnosticada: o suicídio dissimulado, que é adoção de hábitos destrutivos que corroem a saúde e levam à morte. São exemplos o uso de álcool, a negativa em tomar remédios, o descuido com a dieta e a recusa em fazer exames médicos.

Soluções

A questão é: de que forma as pessoas que enfrentam essas perdas de saúde, de capacidade física e a depressão podem se auto-ajudar? Parece que uma das respostas é a prática de exercícios de forma regular. Como o envelhecimento apresenta desafios ao controle emocional maiores do que aqueles apresentados pelos adultos mais jovens, a “psicologia do exercício” parece representar uma boa solução. É assim que o Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos, desde 1984, afirma que o condicionamento físico está associado positivamente com saúde mental e bem-estar; o exercício físico está associado à redução das emoções do estresse; o exercício físico está relacionado à diminuição da depressão leve e moderada; o exercício físico está indicado como auxiliar dos medicamentos na depressão grave; o exercício físico está relacionado à diminuição de vários indicadores do estresse, como a freqüência cardíaca, da tensão neuromuscular e alguns hormônios do estresse.
Além disso, os exercícios físicos são uma forma de distração, preenchendo as necessidades do indivíduo em relação ao seu meio ambiente, aumentando o auto-conceito e oferecendo oportunidade maiores de integração social.

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