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Comportamento Sacolas com toque ecológico
Para combater o problema, entidades públicas e privadas estão incentivando as pessoas a utilizarem sacolas permanentes Cris Oliveira
 Acabando: Sacolas plásticas distribuídas em supermercados deverão sair de circulação As tradicionais sacolinhas entregues para embalar as compras em qualquer supermercado e na maioria das lojas viraram o alvo da vez dos ambientalistas. O motivo das críticas é o tempo necessário para o plástico, matéria-prima dessas embalagens, ser totalmente decomposto pela natureza: mais de cem anos.
Para combater o problema, entidades públicas e privadas estão incentivando as pessoas a utilizarem sacolas permanentes, como aquelas usadas antigamente, para carregar as compras da feira e do supermercado. A iniciativa, já adotada em países da Europa, é uma oportunidade de ir às compras com um acessório estiloso e ainda contribuir para a preservação dos recursos naturais.
Países europeus como a Alemanha e alguns estados norte-americanos cobram taxas pelas sacolas plásticas. Outras localidades já as estão substituindo por versões recicláveis, feitas com materiais como o papel. Seguindo a tendência, a Prefeitura de São Paulo lançou, em agosto, uma campanha incentivando o uso de sacolas retornáveis pelos consumidores e pelos varejistas.
‘A sacola plástica é um dos símbolos máximos do desperdício. Existem alternativas duráveis e atraentes esteticamente feitas com materiais recicláveis como o couro vegetal e o jeans. A idéia é propor a sacola que mais combina com cada consumidor. Há modelos de diferentes tamanhos, além de produtos com divisórias’, explica Lilian Pacce, apresentadora do programa de moda ‘GNT Fashion’ e que defende a prática.
Invenções
Algumas das invenções já estão disponíveis no mercado, como é o caso da Bag Market, uma bolsa dividida em três compartimentos que reveste o carrinho de supermercado e, depois, pode ser levada para casa. A novidade é feita pela empresa Gatto de Rua, de Santos (a 85 km de SP).
A questão da reciclagem e da sustentabilidade também representa uma chance de inclusão social. Exemplo disso são as sacolas criadas por associações comunitárias de costureiras, usando materiais que normalmente iriam para o lixo, como sacos de cebola e restos de papéis de outdoor. Uma delas é a Casa do Zezinho, uma ONG que capacita jovens de baixa renda no Capão Redondo (na zona sul de SP), por meio de oficinas de arte. ‘Há três anos, desenvolvemos produtos seguindo o conceito de reutilização de materiais, promovendo educação ambiental e ainda revertendo a renda para a comunidade. Precisamos, porém de doações constantes de matéria-prima’, conta Luzia De Dios, 45 anos, que integra a associação de mães da ONG.
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