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PAC embarca no projeto do Trem de Alta Velocidade
Rio
O governo do estado recebeu com entusiasmo a notícia da entrada do projeto de implantação do TAV (Trem de Alta Velocidade), entre Rio e São Paulo, no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo a notícia divulgada pelo governo federal, na terça-feira, a previsão de investimentos para o trem-bala deverá chegar a R$ 11 bilhões - a maior parte destes recursos provenientes da iniciativa privada - e a licitação para a construção do trecho ocorrerá até junho do próximo ano.
De acordo com o anúncio feito pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, o trecho deverá ter, aproximadamente, 518 quilômetros. O trem fará o percurso entre Rio de Janeiro e São Paulo, passando pelo distrito industrial de Campinas, com previsão de parada em algumas cidades, a serem definidas no projeto de estudo de viabilidade e demanda.
O secretário de Transportes, Julio Lopes, também comemorou a decisão do governo federal e disse que sua secretaria já vem estudando há meses o projeto do trem de alta velocidade.
“É imprescindível a parceria do governo federal com o governo do estado, já que o trem de alta velocidade não é um problema de tecnologia ou de falta de dinheiro. É uma questão essencialmente de articulação política. O BID já havia disponibilizado R$ 1,8 milhão para o projeto executivo e agora, com o apoio do governo federal, através do PAC, não há razão para que o TAV não saia do papel”, afirmou o secretário.
BNDES vai escolher empresas
Ainda nesta semana o BNDES – coordenador do grupo de estudo sobre o projeto - e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), vão escolher na sede do banco americano, em Washington, uma das seis empresas selecionadas ano passado para apresentar proposta do projeto executivo de demanda e traçado do TAV. As empresas concorrentes tiveram até a última sexta-feira (dia 18) para entregarem suas propostas. Após anunciada a empresa vencedora, esta terá sete meses para elaborar o projeto executivo. O estudo vai definir uma estimativa de público potencial para o TAV e quais os locais mais apropriados para a construção de estações ao longo da linha. As cidades de Resende e Volta Redonda, no Sul Fluminense, estão entre as possíveis paradas do TAV.
Estudo geográfico
De acordo com Julio Lopes, quanto ao custo final do projeto, é necessário, primeiramente, fazer um estudo geográfico sobre o trajeto a ser percorrido pelo trem. A partir desse dado vai ser possível determinar a tecnologia mais adequada para a construção do material rodante e de linha permanente, para que, assim, se possa estimar o custo de implantação.
“Nossa intenção é utilizar o TAV não apenas para o transporte de passageiros, mas também para o transporte de cargas leves, de alto valor agregado. Estamos estudando integrar aqui no Rio o TAV ao Aeroporto Internacional Tom Jobim. É possível também que haja ligações com os aeroportos de Guarulhos (SP) e Viracopos (Campinas)”, explicou o secretário.
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